O FC Porto averbou ontem a sexta vitória da Zona Norte do nacional de juniores, ao quebrar a invencibilidade do Vitória de Guimarães (2-0).
Todavia, apesar de inteiramente justo, o triunfo dos campeões nacionais nada teve de fácil, mérito da formação vimaranense que nunca se vergou, nem ao favoritismo do adversário, nem à supremacia portista, quando ela existiu. Pelo contrário, mesmo em desvantagem, o Vitória foi sempre uma equipa abnegada e combativa e com um futebol pensado, ao ponto de ter discutido o resultado até ao apito final, mesmo depois de ter desperdiçado um penálti numa fase - a 10 minutos do fim -, que ainda poderia dar ao jogo um novo rumo. Aí, contudo, o grande culpado do sinal mais dos visitados foi o guarda-redes portista. Com uma bela estirada para o lado esquerdo, Diogo Costa inviabilizou as pretensões do número 9 vimaranense, Kikas, incrédulo por ter permitido a intervenção do jovem azul e branco.
No cômputo geral, pode dizer-se que o jogo valeu, sobretudo, pela segunda metade, já que foi neste período que a conquista dos pontos em jogo começou a decidir-se, num cabeceamento inteligente de Rui Pedro (52’), em recarga a um primeiro remate de Ayoub, que o guardião vimaranense não segurou. Este golo trouxe mais tranquilidade aos jogadores azuis e brancos, então libertos da pressão emocional que o nulo provocara. Porém, recuperado o discernimento, vinte minutos depois (72’), os miúdos de António Folha voltavam a marcar, fechando a contagem por Moreto, na sobra de um potente remate de Rui Pedro, que esbarrou primeiro no poste.