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Jovem que perdeu a mãe foi expulso por pedir ao árbitro que agisse contra adepto que lhe chamava "filho da p..."

Treinador da equipa de juvenis do Cartaxo é pai do atleta e também tem um processo disciplinar

• Foto: DR
Pedro Murteira utilizou o Facebook para expor, a denúncia feita pelo irmão Paulo Murteira, treinador da equipa de Juvenis do Cartaxo, sobre o que aconteceu no embate frente ao U. Tomar na primeira jornada do distrital da AF Santarém.

Paulo Mureira aponta "falta de bom senso" ao árbitro Carlos Lopes por ter mostrado vermelho ao seu filho, João Murteira, que pediu ao juiz da partida para agir contra um adepto que lhe chamava "filho da p...". O jovem terá explicado que a sua mãe tinha falecido recentemente (no dia 4 de outubro), mas o árbitro entendeu que o atleta utilizou "linguagem e/ou gestos ofensivos, injuriosos ou grosseiros", como vem descrito no no mapa de castigos publicado esta quinta-feira.

Com isto, a equipa insurgiu-se contra este adepto e dirigiu-se à bancada, tendo Paulo Murteira tentado serenar os ânimos e levado os seus atletas para dentro do balneário. O treinador pediu explicações ao árbitro, que, segundo esta publicação, terá dito: "Não tenho que lhe dar justificações."

Quando receberam a ficha de jogo, os responsáveis do Cartaxo perceberam que o técnico e o capitão Daniel Souza tinham também sido expulsos, com o atleta a enfrentar um período de 3 meses de suspensão por, segundo o mapa de castigos, "tornar-se culpado de conduta volenta". Já o técnico tem um processo disciplinar.   

"Onde impera o bom senso? Não quero nenhuma proteção, nem para mim por ter perdido a minha mulher, nem para o atleta João Murteira por ter perdido a mãe. A única coisa que quero é que se escreva a verdade e que este jovem árbitro tenha coragem e bom senso. Não me posso calar", atirou, acrescentando:

"Com esta minha exposição, só quero que situações destas não voltem a acontecer, o João Murteira teve um comportamento exemplar, podem confirmar com o agente da PSP David Rei, que assistiu de perto a tudo e que pode confirmar o que aqui escrevo. É uma situação muito dura para um pai que, depois de tudo isto, ouve frases do filho como: 'Venho para o futebol para tentar recuperar da morte da mãe e ainda vou daqui pior' ou 'não percebo porque é que o árbitro não me ajudou, essa também é a função dele'."

Por fim, João Murteira destacou "o comportamento do treinador e delegado do U. Tomar e do agente da PSP", que identificou o adepto e deu conforto ao atleta.
Por Record
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