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Académica-Alverca, 4-0: Luz ao fundo do Tonel brilha como Joea(no)

Pela amostra de ontem, seria fácil decidir quem merece ficar na SuperLiga e quem deve rumar à divisão abaixo. Não só o resultado final é esmagador (4-0) como não é enganador: a Académica ganhou a "final" aproveitando as fragilidades do Alverca.

Quando Amoreirinha amargou as hipóteses da sua equipa ao ser expulso (54'), já a Briosa marcara dois golos, por Joeano e Tonel, fazendo brilhar como uma jóia a luz ao fundo do túnel que leva à manutenção.

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Na Páscoa, a ressurreição é para quem acredita, ou melhor, para quem tem Fé(lício). E João Carlos Pereira tem vestido o fardo do salvador desde que substituiu Vítor Oliveira, tarefa que já lhe valeu a renovação do contrato. A fé de Couceiro é limitada pela qualidade do grupo que orienta, mas este Alverca já jogou melhor. E parece não dar mais do que isto.

Foi uma grande final de aflitos, de derrota quase imperdoável para ambas as equipas, e os primeiros 30 minutos espelharam o cuidado dos técnicos: tácticas similares, de encaixe fácil, à espreita de um deslize.

Ia o andor em marcha lenta quando Fredy meteu a quinta velocidade e ofereceu a Joeano o primeiro golo. Quando se esperava a reacção do Alverca na segunda parte, Tonel aumentou a vantagem, numa emenda entre a floresta defensiva cujos jogadores imitaram bem as árvores, tão estáticos estavam.

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Querer mais

Dois minutos depois, Amoreirinha deixou o comboio em andamento. Aleluia, gritaram os adeptos da formação da casa, que ontem não se fartaram de cantar "quero mais, quero mais", como que dando combustível moral aos jogadores para manterem o ritmo. A ressurreição na classificação está mais perto.

Até final, condicionado pela desvantagem numérica, o Alverca foi de uma futilidade atroz, incapaz de incomodar a baliza da Académica. Nenhum caminho ia dar a Roma, mas foram abertas estradas para Yannick.

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Marinescu colocou um ponto final em qualquer dúvida que houvesse e o quarto golo, de Filipe Alvim, já foi um bónus para a crença em Deus do azarado e asmático jogador.

A Académica está a viver a melhor fase: a defesa está mais segura, o meio-campo fluente e Joeano fez o quarto golo na (meia) época, tornando-se o melhor marcador; em sentido contrário vai o Alverca, descrente, a espremer as últimas gotas de um sumo que já não brota mesmo nas partidas fora de casa. Terá fé suficiente para sobreviver ao calvário final?

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