Edson Farias: «A Académica faz falta ao futebol português»

Defesa brasileiro feliz pela subida à 2.ª Liga

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Lateral foi importante na Briosa
Lateral foi importante na Briosa • Foto: Ricardo Almeida
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Aos 34 anos, Edson Farias foi uma das vozes da experiência num balneário que conseguiu devolver a Académica à 2.ª Liga. Com 31 jogos, um golo e uma assistência na temporada da subida, o defesa brasileiro assume que o objetivo foi alcançado, mas acredita que a importância da conquista vai muito além do plano desportivo.

“Sonhávamos com este objetivo. A Académica precisava disto”, começa por dizer. Para o jogador, o regresso aos campeonatos profissionais representa também uma boa notícia para o futebol nacional. “A Académica faz falta ao futebol português. A Académica só não é forte se não quiser. A Académica e Coimbra já são fortes por si só. Precisam uma da outra”.

Chegado a Coimbra numa altura em que o clube procurava colocar fim a uma longa travessia no deserto, Farias admite ter sentido rapidamente a responsabilidade associada ao momento. “Vim e senti os 24 anos sem subidas. Não estive cá, mas senti tudo. Carreguei esse peso da história”.

Com o futuro ainda por definir, o defesa não esconde a vontade de continuar a vestir de negro. “Não tenho a situação definida. Temos de ir com calma e falar”, explica. Ainda assim, deixa clara a sua posição. “Claro que eu queria ficar. Este clube marcou-me”.

Num clube onde jogadores e treinadores passam, Edson Farias acredita que o essencial está noutro lugar. “Jogadores e treinadores vêm e vão, mas o clube fica. A cidade fica. Quando os adeptos perceberem que a joia é o clube e a cidade, então tudo ficará bem”.

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