Cabral Ferreira: «Vamos modernizar a imagem do clube»
“Record” – Porque se candidatou às eleições no Belenenses?
Cabral Ferreira – As razões podem sintetizar-se assim: estou convicto que reúno todas as condições para liderar cada vez com mais sucesso os destinos do Belenenses, que é uma instituição muito grande e com um passado imenso de glória que me exige retomar a senda dos sucessos. E sei que a equipa que me rodeia (com provas dadas na sociedade civil) será uma mais-valia na prossecução desses objectivos.
R – O que quer oferecer aos sócios?
CF – Um esforço pessoal posto ao serviço de todos os belenenses, de forma a que durante o mandato para o qual nos candidatamos se consiga crescer, inovar e vencer.
R – Em que assentam as suas linhas programáticas?
CF – Há linhas de acção que não são tarefas ou matéria específica. Quando falamos de modernização é em relação a todos os pelouros e ao clube. Quando falamos de informatização, sinónimo da tal modernização e também de eficiência, temos em vista objectivos definidos. E quando falamos em imagem e marketing referimo-nos ao engrandecimento do clube, transmitindo aos sócios, adeptos e cidadãos portugueses que o Belenenses sempre foi grande e continuará a sê-lo.
R – E isso quer dizer...
CF – Que há uma aposta enorme na modernização, na imagem e no marketing e na comunicação, que são vectores essenciais para qualquer clube ou empresa que se preze.
R – Em termos mais concretos quais serão as áreas prioritárias?
CF – O clube é tão grande que as áreas são inúmeras, mas poderei enunciar algumas que são fortes apostas: as filiais e os núcleos, que representam o Belenenses no mundo e que justificam novo congresso internacional; a juventude, já que 45% dos sócios tem menos de 25 anos e além destes há um sem-número de adeptos que precisam de ser motivados a empenharem-se mais; a comunicação e imagem, que será tema de uma vice-presidência exclusiva, porque vamos modernizar a imagem do clube; e as modalidades, uma das razões de ser da existência do Belenenses, onde provaremos que somos provavelmente os mais eclécticos do país.
R – E o futebol?
CF – A minha Direcção vai pugnar para que o Belenenses lute pelos lugares cimeiros, mas com consistência, sem investimentos exorbitantes. O objectivo passará sempre pela correcta política de aquisições e da formação e será atingido quer pela criação de equipas competitivas em todos os escalões, quer motivando o regresso em massa dos adeptos ao estádio. Os dias de jogos terão de voltar a ser de autênticas romarias ao Restelo.
R – A SAD ficará sob a sua alçada?
CF – Estamos em eleições para o Belenenses, o maior accionista da SAD, pelo que o clube terá de designar alguns administradores. Outros accionistas da SAD também o poderão fazer, e dos interesses comuns resultará uma administração coesa, competente e ambiciosa, que brevemente nos levará aos lugares mais cimeiros. Estou a falar antes do jogo do Bessa e nada, qualquer que seja o resultado, alterará o meu discurso. Esta candidatura não anda ao sabor das vitórias e das derrotas do futebol: tem um projecto global, para o futebol e para o clube, que será avaliado em termos de mandato.
«Continuar o que está bem não é defeito»
A lista de Cabral Ferreira surgiu desde logo associada a uma imagem de continuidade, devido, em boa quota-parte, ao facto de o líder da Lista B integrar o elenco de Sequeira Nunes. “Continuar com o que está bem não é defeito algum. Defeito é andar ao sabor dos resultados desportivos. E os nossos planos estratégicos estão perfeitamente definidos, de modo que vamos dar-lhes continuidade. E ficar à mercê das avaliações. Continuidade não é estagnação e uma mudança para pior não faz parte dos horizontes do Belenenses”, frisa Cabral Ferreira.
Um corredor de fundo na vida do Belenenses
Armando José Cabral Ferreira, 53 anos, dois filhos, engenheiro electrotécnico e sócio nº 7.039. Em traços muito largos é este o perfil do candidato, belenense desde sempre e uma figura que nos últimos 20 anos tem integrado com assiduidade os órgãos sociais do clube. “Já corri praticamente todos os pelouros”, salienta. “Fui seccionista, assessor, director e vice-presidente. Estive nas amadoras, nas piscinas, na área financeira e agora no património e instalações”. Um verdadeiro corredor de fundo na vida do Belenenses.