Joaquim Murça: «Quiseram fazer de mim o bode expiatório»
Saiu do Belenenses em litígio. Foi contactado para um acordo que não se consumou...
Saiu do Belenenses em litígio. Foi contactado para um acordo que não se consumou e recusa a ideia de ser culpado pelo facto de os azuis não terem inscrito jogadores em janeiro.
RECORD – O que se passou, de facto, com o Belenenses?
MURÇA – Estive 6 meses sem receber, tentando sempre falar com o clube na esperança de que me pagassem, mas a resposta era a de que não havia dinheiro. Foi nessa altura que comuniquei ao Belenenses que não tinha como sobreviver e teria de levar o caso a tribunal. Era a última coisa que queria fazer, tratando-se do Belenenses, um clube que defendi, de coração, durante 30 anos. Chegou a haver uma tentativa de acordo que nunca se consumou. Esta é uma situação que dura há um ano.
R – O clube não falou consigo durante todo este tempo?
M – O Belenenses disse-me que só podia pagar uma determinada verba. Chegámos a um princípio de entendimento no qual eu abdicava de uns meses de vencimento. Davam-me um “xis” e o resto em prestações suaves. Olhando para a situação do clube, aceitei. Porém, uma semana depois o meu advogado recebeu um e-mail do clube a comunicar que, afinal, não havia acordo. Isto aconteceu em novembro de 2011.
Leia esta entrevista na íntegra na edição impressa de Record desta sexta-feira