Patrick de Carvalho pede eleições antecipadas: «Sócios devem ter oportunidade de se pronunciar»

Presidente do Belenenses assume a responsabilidade pelo facto de o clube não ter garantido a subida à 2.ª Liga

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Patrick Morais de Carvalho, presidente do Belenenses
Patrick Morais de Carvalho, presidente do Belenenses • Foto: DR
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Depois do Belenenses ver a promoção à 2.ª Liga fugir do alcance, o presidente Patrick Morais de Carvalho refletiu sobre a época, lamentando os objetivos que ficaram por cumprir e o peso que têm no futuro do clube. Em declarações à Belém TV, o dirigente assumiu a responsabilidade do sonho que ficou por realizar e pediu para serem convocadas eleições antecipadas. 

"Assumo integralmente a responsabilidade por não termos conseguido a subida de divisão. Não divido essa responsabilidade com ninguém e não procuro desculpas. Agradeço do fundo do coração a todos os sócios e adeptos que andaram de Norte a Sul do país a acompanhar a nossa equipa e, mais do que ninguém, mereciam a alegria de termos subido de divisão", começou por dizer.

"Tínhamos um objetivo muito claro esta época: sermos campeões da Liga 3 e subirmos à 2.ª Liga. Não conseguimos atingir esse objetivo e acabamos por cair num playoff frente a uma equipa que há um ano estava na 1.ª Liga. Na minha opinião, não fomos inferior em campo. O problema não esteve neste playoff, esteve no facto que em três jogos de transcendente importância nesta fase final de apuramento de campeão, termos falhado em detalhes que nos fizeram perder pontos preciosos. No futebol os resultados são soberanos e quando não se atinge o objetivo definido têm de existir consequências. Num clube como o nosso, um clube associativo, que é dos sócios, a consequência neste momento é ouvir os sócios. Por esse motivo, falei com o Sr. Presidente da Assembleia Geral e pedi-lhe que, respeitando logicamente, integralmente, os estatutos do clube, procure convocar eleições para a data o mais próxima possível", confessou o dirigente.

Trata-se de reconhecer que os sócios devem ter oportunidade de se pronunciar sobre o rumo que neste momento pretendem para o clube
Patrick Morais de Carvalho

Presidente do Belenenses

Com o próximo ato eleitoral marcado apenas para outubro, Patrick Morais de Carvalho não pede eleições antecipadas como sendo a sua carta de demissão. A ação surge no seguimento de querer das voz aos sócios, para que sejam eles a decidir se querem continuar com o mesmo líder: "Trata-se de reconhecer que os sócios devem ter oportunidade de se pronunciar sobre o rumo que neste momento pretendem para o clube. Já foi transmitido por associados e antigos dirigentes que não haverá qualquer vazio diretivo e existem inclusivamente sócios que já anunciaram a intenção de apresentar candidaturas e outros que anunciaram até que o poder não cairá na rua. Para mim, isso é um sinal de vitalidade democrática e de compromisso com o futuro do Belenenses, que nos deixa a todos muito tranquilos."

"Apelo aos sócios do Belenenses que se organizem em listas, que apareçam e que apresentem as suas ideias, que debatam e que apresentem os seus projetos, porque é essa pluralidade que enriquece o Belenenses. Eu sei que os estatutos impõem prazos que têm de ser respeitados e que o calendário não é simples para a mesa da Assembleia Geral, mas entendo que será positivo que quem vier a merecer a confiança dos sócios, possa começar a trabalhar e ajudar a manter a estabilidade que neste momento o clube tem. Acima de tudo o que interessa nesta altura, não são as pessoas que ocupam os cargos, mas sim garantir que o Belenenses entra no próximo ciclo mais forte, mais unido e melhor preparado para atingir os seus objetivos", apelou Patrick Morais de Carvalho, garantindo que as eleições antecipadas não vão impedir a preparação para a próxima época: "Daremos continuidade ao nosso trabalho até ao momento final deste mandato."

Contudo, deixa o aviso que não tem certeza se irá apresentar uma candidatura para as novas eleições. "Ao dia de hoje, não estão reunidas as condições para tomar ou anunciar uma decisão dessa natureza. O estado de espírito não é o melhor, a desilusão foi muito grande e há uma sensação de se ter trabalhado muito ao longo de toda esta época, com uma panóplia enorme de pessoas e não termos conseguido os frutos que queríamos. Sou uma pessoa que tenho conseguido sempre levantar-me muito rápido nos momentos mais difíceis. Penso até que sempre dei provas de ser um lutador aqui no Belenenses, nestes meus anos de associativismo no clube, mas desta vez confesso que está mais difícil do que aquilo que é habitual. Tenho o direito de me candidatar e tenho o direito de não me candidatar, mas este não é o momento de discutir pessoas, é o momento de refletir sobre o futuro do Belenenses."

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