Argel e o desafio no Alverca: «Futebol não é ténis, onde pegas na raqueta e resolves sozinho»

Novo treinador dos ribatejanos quer um coletivo forte e diz que foi fácil aceitar a proposta

Argel está de regresso ao futebol português para treinar o Alverca, na Liga 3. Nas primeiras declarações após assumir funções, o ex-defesa que representou Benfica e FC Porto garante estar preparado para o desafio. 

"O Alverca é um clube muito conhecido. Formou Mantorras, Deco, Ricardo Carvalho, Maniche... Também as pessoas que trabalham aqui, como ao Artur [Moraes] e o Klauss [Câmera]. Moveu-nos o desafio. Estamos habituados a trabalhar na primeira divisão, na segunda e na terceira. O que conta para nós é o projeto e aqui é um projeto ambicioso, um clube organizado", começou por dizer Argel, em entrevista à Alverca TV.

O novo treinador dos ribatejanos assume que foi fácil aceitar a proposta. "Sou português, gosto de Portugal e de Lisboa. Tenho um carinho muito grande. Joguei aqui contra o Alverca e sei o quanto era difícil jogar aqui contra o Alverca. Era lixado jogar aqui com o Alverca. Era empate, um a zero... Um jogo sempre difícil. O Alverca sempre montou boas equipas, é um clube tradicional e jogou muitos anos na 1ª divisão. Esse é o desafio. Estive cinco épocas no Benfica e uma no FC Porto. Conheço bem o futebol português e viemos com muita vontade, determinação e conteúdo. Já lá vão 13 anos como treinador profissional e estamos preparados para este desafio", analisou.

Primeiras impressões: "Gostei. Precisamos de passar confiança e dar moral à equipa. Dar trabalho, conteúdo, organização e treinar com intensidade mais alta. Hoje o futebol tem um ritmo frenético, é uma loucura total. Vamos trabalhar e treinar forte, competir muito para elevar a qualidade e o espírito coletivo e colocar já isso no domingo. É uma competição longa, difícil e é fundamental fazer o trabalho de casa. Sabemos que temos capacidade e temos de dar uma resposta aos adeptos."

Treinar antigo colega no Benfica (Tiago Gomes): "Já me aconteceu várias vezes. Parei aos 33 anos, não é a primeira vez que acontece. Joguei com alguns e acabei treinador deles. Mas há respeito e admiração muito grande. Sei o que é ser jogador. A responsabilidade, os deveres, os direitos. Aqui tratamos todos de forma igual, respeitando o grupo todo. O futebol não é ténis, onde pegas na raqueta e resolves sozinho. O futebol é um coletivo e precisamos de todos".

Por André Antunes Pereira
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