Defesa compensa ineficácia atacante
O Mafra ocupa, ao fim de 14 jogos disputadas, a 18.ª posição da tabela com um registo curioso...
O Mafra ocupa, ao fim de 14 jogos disputadas, a 18.ª posição da tabela com um registo curioso. É a equipa com menos golos marcados (11), a par do último classificado, Oliveirense, sendo que, ao mesmo tempo, partilha com o Freamunde, o posto de equipa menos batida (também 11). O sector mais recuado da formação de Jorge Neves tem-se mostrado determinante na estreia do emblema saloio na 2.ª Liga e o defesa-central Sandro explica porquê.
"Os bons grupos de trabalho começam atrás. Temos sido bastante unidos e coesas e, por isso, sofremos poucos golos. No ataque, é verdade que a bola não tem entrado, mas é apenas uma fase menos boa, que vai mudar. Quando começar a entrar, teremos muitas vitórias", assinalou o jogador de 32 anos, o mais experiente da defesa, mas que recusa o epíteto de ‘patrão’: "Sou o mais velho, mas tenho aprendido muito com os mais novos. São jovens, mas têm bastante qualidade e há uma grande entrega da parte de todos".
Sobre a época de estreia do Mafra na 2.ª Liga, Sandro acredita que o objetivo será alcançado. "Este é um campeonato muito difícil. Se perdemos um jogo, descemos vários lugares; quando ganhamos, também subimos muito. Estou confiante que vamos conseguir a permanência", concluiu.
O sonho de regressar à 1.ª Liga
Esta é a segunda época de Sandro, ao serviço do Mafra, mas o sétimo ano do brasileiro a jogar em Portugal. O defesa chegou para atuar na 1.ª Liga, ao serviço do Leixões, repetindo a experiência no escalão principal do futebol português no Olhanense. Voltar aos grandes palcos é um objetivo e, se possível, com o Mafra. "Esta é uma equipa que tem um grande potencial para chegar longe. Tenho contrato até final da próxima temporada e seria excelente conseguir a subida aqui", frisou o jogador, que se mostra rendido ao país que o acolheu: "Foi Portugal que me deu tudo, a mim e à minha família".