P. Ferreira-Varzim, 1-0: Tremer muito depois do golo
O Paços de Ferreira manteve a tradição de não vacilar na Mata Real e venceu o Varzim pela diferença mínima, num jogo em que o resultado disfarçou o nervosismo evidenciado, mormente na segunda parte.
A equipa de José Mota apresentou futebol de bom nível na primeira meia hora, construindo boas jogadas pelos flancos que causaram problemas à defensiva poveira.
Aos 6 minutos Júnior Bahia acertou no poste depois de um cruzamento bem medido de Rui Dolores. O caudal ofensivo dos pacenses deu frutos aos 16 minutos, na sequência de um canto: João Duarte fugiu à marcação e cabeceou sem hipóteses de defesa para o guardião contrário.
Estranhamente, o golo causou alguma sonolência aos jogadores pacenses e, aos poucos, o Varzim foi-se impondo, embora o primeiro lance de golo tivesse surgido só a 10 minutos do intervalo. Marquinhos teve o golo nos pés mas viu o remate ser defendido para canto.
Na etapa complementar, com as entradas de Paulo Gomes e Delfim, a tendência ofensiva do Varzim acentuou-se até ao final. Na verdade, a equipa de Horácio Gonçalves apresentou-se desinibida, pressionando os pacenses em todo o terreno, forçando-os mesmo a jogarem em contra-ataque. A pressão varzinista foi evidente mas as oportunidades de golo escassas.
Destaque para remates de Paulo Gomes (68 e 90+4’) que quase davam golo.
O Paços de Ferreira teve, no entanto, ocasiões para resolver o jogo. Primeiro, por Júnior Bahia, em excelente jogada individual a permitir a defesa de Litos e, depois, Rincon, de caras com o guarda-redes, não conseguiu enviar a bola para a baliza.
Os últimos 15 minutos foram ainda mais difíceis para os locais, depois da expulsão de Ricardo André. O Paços acabou por ser feliz na vitória, porque o Varzim sempre acreditou no empate. Paulo Pereira teve arbitragem difícil e parece ter deixado passar em claro um “penalty” de Tiago Martins sobre Delfim (86’).