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RECORD - Chegou ao Varzim a meio da época passada para substituir Rui Dias, e agradou à direção. Este ano, pela primeira vez com um projeto de raiz, vive o maior desafio da sua ainda curta carreira?
EDUARDO ESTEVES - Sim. Trata-se de um projeto que abraço desde o início, um projeto bonito de aposta nos jovens da casa e promessas também do futebol português Embora já tivesse participado no planeamento das épocas anteriores, nesta a decisão final foi minha. É um grande desafio, ainda para mais à frente de um clube com a mística do Varzim, onde conheço toda a gente e todos me conhecem.
R - O facto de ser um treinador jovem a trabalhar com muita juventude é um pró ou um contra?
EE - É um pró. Creio que a proximidade de idades é uma grande vantagem. Nas camadas jovens já trabalhei com muitos dos jogadores que este ano foram promovidos ao plantel principal. Sei quais são os seus pontos fortes e onde têm de melhorar.
R - Mas para um campeonato exigente e competitivo como este, não será um risco ter um plantel tão inexperiente?
EE - Este ano foi-nos pedido para fazer uma reformulação e que elaborássemos um projeto para o futuro. Muitos jogadores experientes, que tinham algum peso no balneário, foram embora, como o Emanuel, Nuno Gomes, Marco Cláudio, Malafaia e Nuno Rocha. Se os jovens jogadores têm uma curva ascendente, e por isso é que se justifica a aposta neles, não faz sentido contratar futebolistas de certa idade ou de utilidade curta. Convém é sublinhar que a escolha desses elementos foi feita tendo sempre como critério a qualidade. Eles dão-nos garantias e, agora, vamos procurar corresponder àquilo que nos pediram: fazer um campeonato tranquilo.
R - O recrutamento dos reforços foi feito por escolha direta ou por informações alheias?
EE - Tudo foi elaborado juntamente com a direção do clube, assentando em critérios chave. Ao longo do ano fomos observando e recolhendo informações acerca de jogadores. A escolha baseou-se nas nossas impressões.
R- Como estão a adaptar-se os três brasileiros que vivem a primeira experiência em Portugal?
EE- O Danilo, o Jefferson e Augusto já mostraram ser jogadores com muita qualidade. Sabemos que vêm de um futebol diferente. No entanto, pelo trabalho que têm feito, vão estar prontos mais rápido do que eu esperava.
R- O plantel está fechado ou é necessário ainda qualquer reajustamento?
EE- A única coisa que nos preocupa é a vinda de um ponta-de-lança. Temos o Bruno Moreira, o ex-júnior Gonçalo Graça que está a trabalhar bastante bem e jogadores que podemos adaptar àquela posição. Mas se por qualquer motivo algum deles estiver impedido, não podemos ficar apenas com um...