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Rui Coentrão não tem sido feliz esta temporada, já que tem sido apoquentado por vários problemas musculares, mas promete estar em condições para enfrentar o resto do campeonato, logo que termine a atual luta contra a pandemia. O lateral-esquerdo do Varzim respondeu a algumas perguntas de adeptos, recordando momentos que viveu no clube e perspetivando aquilo que pode ser o futuro.
O jogador de 27 anos começou por revelar o seu grande objetivo para o futuro. "Espero que o Varzim regresse rapidamente à 1.ª Liga. É um desejo meu e de todos os varzinistas. Comecei a jogar no Varzim na II-B e quero deixar de jogar no Varzim com o clube na 1ª Liga", afirmou, dando ainda conta daqueles que foram os seus melhores e piores momentos nos poveiros até agora: "Os melhores momentos que tive no Varzim foram as duas subidas de divisão. O pior momento está ligado à primeira subida. Fizemos uma época fantástica, com jogadores de excelência, uma massa adepta com um apoio estonteante e o clube estava vivo. De repente, e quando estávamos a preparar a pré-época para a II Liga, soubemos que o Varzim não iria ser inscrito e desabou tudo sobre nós. Foi triste, injusto e foi de longe o pior momento que vivi aqui no Varzim".
Elegendo Messi e Grimaldo como os esquerdinos que mais admira e Salvador Agra como o jogador com quem tem melhor ligação, Rui Coentrão comentou ainda o facto de ter feito a formação e representar o Varzim mesmo sendo das Caxinas. "Um caxineiro ser varzinista é até engraçado. Sou caxineiro de gema e tenho orgulho. Associa-se um caxineiro a homem de luta, humilde e trabalhador e os poveiros também o são. Apesar de ser caxineiro, jogo no Varzim desde os 7 anos e tento levar o que de melhor tenho para o Varzim e para a Póvoa", explicou.
O lateral concluiu realçando que o facto de o Varzim ter alguns jogadores estrangeiros não é um problema: "O Varzim tem tido uma conduta de manter jogadores da Póvoa. Nesta altura tem alguns, gostava de ter mais, mas cabe-nos a nós transmitir aos que vêm de fora a mística varzinista e nesta altura essa mística está bem entranhado nesse atletas, tantos portugueses como estrangeiros. Esse é um dos papéis dos capitães de equipa. Os novos jogadores assimilaram em pouco tempo o que é ser jogador do Varzim"
Por Luís Leal