O avançado do Santa Clara, Júlio César, foi o suspeito do costume: marcou o único golo da partida, mais um na liderança dos marcadores, e permitiu à equipa açoriana ter praticamente garantida a permanêcia. No primeiro quarto de hora, o Varzim dominou por completo, criando a primeira situação de golo por Pedro Santos que, solto na área, cabeceou por cima. O Santa Clara, a jogar muito sobre a sua defesa, sentia dificuldades em sair para o ataque: o primeiro remate surgiu perto da meia hora, por Júlio César.
Depois, Candeias, já perto do intervalo, rematou de longe e assustou João Botelho. Por aí se ficaram as intenções das duas equipas, em termos de remates. À saída para descanso, o empate era lisonjeiro para os da casa, pois não fosse a falta de pontaria dos dianteiros da Póvoa o marcador registaria outro resultado.
Ricardo Formosinho fez alterações no início da etapa complementar, desfazendo a defesa com três centrais e fazendo entrar Kall. A equipa adiantou-se mais no terreno, ganhou outra capacidade ofensiva e mercê disso conseguiu o golo num trabalho individual de Júlio César, que numa situação de um para dois bateu Bruno Conceição.
O Varzim acusou o golo e não foi mais a equipa dominadora da primeira metade. Aliás, os da casa estiveram mais perto de dilatar a vantagem do que os forasteiros de chegarem à igualdade.
No final do encontro, Ricardo Formosinho, treinador do S. Clara, celebrava a tranquilidade: “Com esta vitória temos a manutenção garantida. Com certeza que agora não vão faltar pais para a criança.”
Rui Dias, técnico do Varzim, aceitou: “Não é o resultado mais justo, mas quem marca ganha...”