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O Varzim assinalou da melhor maneira a mudança de treinadores com um triunfo muito suado e sofrido. Notava-se bem que a equipa poveira queria, à viva força, presentear os seus adeptos com uma vitória, tal a forma emotiva como entrou no jogo, com uma formação bastante diferente da habitual e com um sentido único na meta contrária. Podia aos 7 minutos ter aberto o activo mas Costé, totalmente isolado, atirou a bola ao poste, embora com um pequeno desvio do guardião Rui Faria. No entanto, sete minutos depois o Aves pagou com a mesma moeda, num remate de longe de Hugo Morais que fez a bola embater no poste.
No entanto, para coroar o maior domínio varzinista veio o único golo do encontro, num potente remate de fora da área de Marquinhos que, com o pé esquerdo acabou por ser o símbolo da entrada com o pé direito do novo treinador.
Mas, quanto teve de sofrer o Varzim e os seus adeptos na segunda parte! Porque o Aves não se deu por vencido, antes pelo contrário, forçou o mais que pôde no ataque, e se não fora a excelente exibição do guardião Litos, talvez não tivesse saído da Póvoa de mãos a abanar na questão dos pontos. E foi na "guerra das substituições" que os avenses tiraram melhor proveito, de cariz atacante, como lhe competia na situação de desvantagem.
Todavia, os varzinistas mostraram arreganho colectivo para defender o magro resultado, mas o suficiente para somar três pontos. Aguentaram o melhor que puderam com a pressão exercida pelo adversário, que não teve, verdadeiramente, lances de golo, ante a segurança total de Litos, totalmente intransponível. E, então, os últimos dez minutos, já com o Varzim reduzido a dez unidades por expulsão de Emanuel (duplo amarelo), foi um assalto total do Desportivo das Aves, com o Varzim a viver de raros contra-ataques.
O empate não ficaria mal. Mas não se deve pôr de parte o facto de ser o Varzim quem mais procurou o golo, quando o resultado estava em branco. O Aves só reagiu já quando buscava o ouro perdido, num jogo emotivo, onde as equipas jogaram mais com o coração do que com a cabeça. O árbitro teve um final pejado de erros.