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O Varzim, sexto classificado da Liga de Honra, bateu o Gil Vicente, 4.º da tabela, por 2-1, em encontro referente à 18.ª jornada.
Os poveiros chegaram à vantagem na primeira parte, com os golos a serem marcados por Marco Cláudio, aos 37 minutos, e Bruno Moreira, aos 45m. Pedro Ribeiro ainda reduziu (2-1) aos 83 minutos.
Recorde-se que a ronda teve o pontapé de saída ontem, com o Rio Ave a derrotar o Fátima por 1-0.
Sócios unidos
Entretanto, os associados do Varzim aprovaram ontem, em Assembleia Geral extraordinária, uma hipoteca sobre o estádio no valor de cerca de 61 mil euros, que permite ao clube sanear as dívidas ao Estado em 60 prestações.
A hipoteca constitui uma garantia a favor do Instituto de Segurança Social e possibilita a conclusão de um Processo Especial de Conciliação (PEC) para o pagamento de cerca de 1,5 milhões de euros ao erário público.
A proposta da direcção foi aprovada com apenas um voto contra dos cerca de sessenta sócios presentes.
"É um tema pacífico. Este grupo de sócios é o mesmo que tem aprovado todo o processo de saneamento financeiro, pelo que seria estranho acontecer o contrário", afirmou à Agência Lusa Lopes de Castro, presidente dos poveiros, já depois da reunião magna.
Durante a Assembleia, Lopes de Castro explicou que as Finanças têm penhorado "centenas de milhares de contos" ao clube, que tem sobrevivido à custa de quotizações, receitas de jogos e venda de jogadores.
Apesar do acordo conseguido em PEC permitir o descongelamento de verbas que garantem tranquilidade até ao fim da época, o presidente varzinista anunciou um possível "emagrecimento do orçamento".
"Nenhuma das prestações pode falhar, porque aí o acordo caduca. Mas temos capacidade para cumprir", explicou. O presidente poveiro aproveitou ainda a reunião magna para fazer um balanço dos últimos meses do clube, revelando que a transferência de Chico, para o Farul Constanta (da Roménia), rendeu 100 mil euros, e a de Roberto, para o Vitória de Guimarães, 170 mil euros.
Da verba acordada com os minhotos, 120 mil euros já entraram nos cofres do Varzim, tendo servido para pagar dois meses de salário em atraso e "recuperar a tesouraria".
No aspecto desportivo, Lopes de Castro prometeu aos sócios que, com a sua direcção, o Varzim vai "subir de divisão", mas "sem orçamento".
"O Varzim está no limite, não contem com esta direcção para subir o orçamento. Houve muita gente a fazer isso e a desaparecer", comentou.
Relativamente ao processo do novo estádio, Lopes de Castro revelou que "há dinheiro para os terrenos" e que depois da assinatura do PEC apenas falta "marcar a escritura" para finalizar o negócio.