Edgar Pinho vê criação de uma SAD como uma “inevitabilidade” e avança com o nome de potenciais investidores
Presidente do Varzim assumiu ainda que se vai recandidatar a um novo mandato
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Edgar Pinho, presidente do Varzim, concedeu uma entrevista à Rádio Onda Viva na qual abordou vários assuntos da atualidade do clube. Para além de ter considerado a criação de uma SAD como algo inevitável, o dirigente revelou ainda o nome de potenciais investidores.
"Não acredito que dentro de três/quatro anos existam clubes sem SAD. A inevitabilidade da criação de uma SAD advém da necessidade que o Varzim tem de se definir. É evidente que os sócios podem dizer que não querem o clube nas ligas profissionais, mas, se se almejar a 1ª Liga, tem de se constituir uma SAD. Em termos orçamentais, este clube tem uma derrapagem anual superior a 600 mil euros. A criação de uma SAD irá devolver ao Varzim a sua dignidade e irá permitir que o clube não ande sempre de mão estendida. Com a SAD, o Varzim poderá sanar financeiramente de forma completa. Estamos num processo de estudo desta realidade, há um grupo de trabalhão que está a fazer um estudo à volta deste tema, traçando linha vermelhas intransponíveis. O clube terá de manter os interesses salvaguardados", começou por dizer.
O presidente apresentou depois os interessados. "Há três potenciais investidores, sendo que um deles continua de forma persistente agarrado à ideia e os outros dois estão a ver o que a equipa consegue fazer, isto na medida em que a sua entrada depende da permanência do Varzim na Liga Sabseg. Temos um grupo financeiro com origem na Irlanda, a ‘Pareto Sports’, que pretende ficar com 60 por cento das ações: 45 para ele; depois traz um presidente de um clube da 1ª divisão do futebol brasileiro, que deverá ficar com 10 por cento; e por fim, três advogados portugueses a quem deverá caber a gestão, conjuntamente com a nomeada do Varzim, desta parceria", vincou, revelando também que há negociações com a 'Global Football' e com Gilberto Rodrigues, do grupo Elevo.
Assumindo que se vai recandidatar a um novo mandato nas eleições do próximo mês de maio, Edgar Pinho destacou ainda um elemento do plantel proveniente da formação: "O que foi feito no lançamento do Zé Carlos foi um risco, mas eu estava confiante porque ele tem uma mentalidade muito forte. Ele vai ser um ativo importante, já está a ser sondado por clubes da 1ª e 2ª Liga. A cada jogo que passa o Zé Carlos está melhor. Tem mais dois anos de contrato e será um caso sério no futebol português".
O dirigente concluiu revelando que, à partida, os adeptos já poderão ocupar a bancada poente no próximo jogo e explicando o facto de existirem algumas dívidas relacionadas com elementos que trabalham nos escalões de formação do clube. "Nós temos de cumprir determinados parâmetros no futebol profissional, nomeadamente a questão do fair-play financeiro e provar que temos salários em dia. O Varzim é o clube com o orçamento mais baixo da Liga Sabseg, mas, ainda assim, somando salários e seguros, temos uma despesa mensal que ascende a 160 mil euros por mês. Temos falado com as pessoas da formação e sabemos que palavras não enchem barrigas, mas o valor em débito à formação, cerca de 40 mil euros, será liquidado num futuro próximo a treinadores, atletas, motoristas, fisioterapeutas… quando chegámos ao clube este valor era mais do dobro", rematou.
Neste momento, o Varzim ocupa o 17º lugar da tabela classificativa.