Poveiros contestam providência cautelar
A direcção do Varzim decidiu contestar a providência cautelar interposta por um grupo de associados, que pretende impugnar a Assembleia Geral realizada a 17 de Março.
Nessa reunião, os sócios aprovaram a compra de um terreno, no Parque da Cidade da Póvoa de Varzim, para a construção do novo estádio, bem como à alienação dos terrenos do campo de treinos, em troca de uma garantia bancária.
A direcção dos "lobos do mar" encontra-se a elaborar a resposta à providência cautelar, que impede o clube de concretizar a escritura de aquisição dos terrenos onde se deve localizar o novo recinto.
O clube foi notificado na segunda-feira e dispõe de 10 dias a partir dessa data para entregar, no Tribunal da Póvoa de Varzim, a contestação ao documento.
Os associados que contestam a legalidade da AG invocam questões formais e jurídicas, nomeadamente uma alegada convocação ilegal do Conselho Varzinista, órgão consultivo do clube que deu um parecer favorável às medidas aprovadas na reunião magna.
Entre os contestatários encontram-se vários ex- dirigentes do clube, como Miguel Sousa Neves, ex-presidente da AG, e Jorge Fernandes, ex-director financeiro do clube, assim como Vasco Graça Oliveira, opositor da actual direcção.
Por seu turno, o presidente do Varzim, Lopes de Castro, disse à Lusa que não acredita que a acção possa "invalidar o negócio" do novo estádio e julga que a justiça será "célere" a julgar a providência cautelar como "improcedente".
Os "lobos do mar" já deveriam ter realizado, até 24 de Março, a escritura de compra dos terrenos do futuro estádio, de acordo com o estabelecido com a Dico-Dulimar, que vai construir o recinto e ainda um empreendimento no local onde actualmente está situado o campo de jogos do clube.
Lopes de Castro garante que não há um novo prazo nem uma penalização para o clube, e põe a hipótese de responsabilizar judicialmente os promotores da providência cautelar pelos danos causados.
Para o presidente poveiro, os sócios em questão têm "excesso de protagonismo" e foram de uma "irresponsabilidade total" quando tiveram cargos nos órgãos sociais.