Varzim denuncia "valor exorbitante" exigido para o policiamento do jogo com o Mafra

Clube garante que o encontro da última jornada da Liga Sabseg esteve em risco de não se realizar

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• Foto: Simão Filho/Arquivo
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O Varzim revelou este sábado, em comunicado, que o jogo da 34ª jornada da Liga Sabseg frente ao Mafra esteve em risco de não se realizar por falta de policiamento, com o clube a considerar que "o valor exigido é uma verdadeira exorbitância e totalmente descabido". Os poveiros acusam ainda a PSP de uma "atitude de prepotência", embora tenha acedido a pagar o valor pedido "para não colocar em causa a realização do mesmo".

Comunicado do Varzim na íntegra: 



Comunicado do Varzim na íntegra: 

O Varzim Sport Club SDUQ vem por este meio comunicar publicamente que o jogo entre o Varzim e o Mafra a contar para a 34ª jornada da Liga SABSEG, esteve em risco de não se realizar, por falta de policiamento.

Efetivamente, a Direção do Varzim Sport Club decidiu, num primeiro momento, não fazer o pagamento do policiamento do jogo à PSP, por considerar que o valor exigido é uma verdadeira exorbitância e totalmente descabido face às características do evento, que envolve um adversário que não terá, praticamente, adeptos presentes.

Este não é um caso virgem já que, na presente época desportiva, a PSP tem pautado a sua postura pela cobrança de valores claramente acima do que era habitual e do que seria razoável, sem ter em consideração os argumentos apresentados pelo Varzim, que vem contestando esse comportamento. Acresce qua ainda se dá ao desplante de, após a realização dos jogos, enviar frequentemente notas de débito agravando ainda mais a fatura paga, numa clara atitude de prepotência, contra a qual o Varzim pouco ou nada pode fazer.

Veja-se, a título ilustrativo, alguns dos valores cobrados pela PSP:

Rio Ave - €2.608,30

Leixões - €4.603,69

Casa Pia - €2.214,32

Covilhã - €2.203,91

Mafra - €5.725,81 (acrescido de nota de débito adicional a receber na próxima semana)

É bastante evidente que os valores em causa são extremamente elevados, ao ponto de tornar menos dispendiosa a realização dos jogos fora, com deslocação e estadia de toda a comitiva num hotel. Não se entende porque razão mais do que duplica o valor cobrado (já de si elevado) nos jogos com Casa Pia e Covilhã (este sim, um adversário direto do Varzim).

O valor exigido para o jogo com o Mafra é totalmente despropositado, independentemente do elevado número de adeptos presentes, que serão quase exclusivamente do Varzim, e cujo comportamento até a data nunca foi marcado por qualquer tipo de ato de violência que justifique a presença de tão elevado número de agentes.

Não obstante este enquadramento claramente penalizador para o Varzim e para o futebol, a Direção do Varzim entendeu proceder ao pagamento do policiamento do jogo com o Mafra, de forma a evitar pôr em causa a realização do mesmo. Entendeu igualmente denunciar publicamente esta situação e dar conhecimento da mesma à Liga de Clubes, a quem solicitará uma intervenção tendente a acabar com estas situações abusivas e penalizadoras dos clubes e do futebol.

Varzim Sport Club

A Direção

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