Varzim-Feirense, 0-1: Um Vitinha e mais dez
Quem dispõe de um jogador como Vitinha tem tudo para ditar leis: no flanco esquerdo do ataque, o jogador do Feirense foi um autêntico quebra-cabeças para o Varzim, assinando os lances ofensivos de maior perigo, pelo que se tornou fundamental para a conquista dos três pontos.
Foi dos pés de Vitinha que nasceu o lance que originaria o único golo da partida, com um remate cruzado para a linha da baliza, concluído por Erivan, que introduziu a bola nas próprias redes.
Ao Feirense bastou-lhe ter Vitinha e... mais dez, para construir um triunfo justo, que até podia ter sido por números mais dilatados, se Carlos Pinto (5') e Fábio (56'), com dois remates à barra, fossem mais eficazes. Por outro lado, os anfitriões criaram a jogada de maior perigo aos 13 minutos: Rui Correia defendeu com dificuldade um remate de Marquinhos e a recarga de Emanuel errou o alvo por escassos centímetros.
O Varzim foi, assim, quase sempre inofensivo, em termos atacantes, com alguns pecadilhos na manobra do meio-campo, pelo que não tem outro caminho a seguir senão resignar-se com a derrota sofrida.
Os poveiros continuam a desiludir os adeptos e de candidatos à promoção passaram, de imediato, a lutar para evitar a descida à II Divisão B.
A formação de Santa Maria da Feira, bem estruturada na defesa e muito rápida a sair para o contra-ataque, tem motivos para cantar vitória, porque, embora com felicidade no golo marcado, foi, sem dúvida, a equipa mais organizada, com arte e tranquilidade para aproveitar a tarde infeliz do conjunto treinado por Horácio Gonçalves.
Tecnicamente, a partida não correspondeu à força de vontade demonstrada pelos jogadores.
A arbitragem da equipa liderada por Olegário Benquerença não se mostrou muito "famosa", falhando na análise de diversos lances.