Varzim-Moreirense, 1-0: Guardião goleador

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Num jogo em que o futebol praticado deixou a desejar, houve um caso pouco comum: o guardião varzinista Ricardo, ao despachar, dentro da sua área, uma bola atrasada por Figueiredo, aplicou tão forte remate que o esférico, impulsionado pelo vento, foi cair à frente de Palatsi que se encontrava junto à marca do penálti, sobrevoou o guarda-redes do Moreirense e entrou nas malhas, carimbando aquele que viria a ser o único golo da partida. Foi como que uma prenda que o guarda-redes varzinista ofereceu ao seu clube de sempre no dia do 90.º aniversário do Varzim. Até então apenas houve um livre de Cícero (34’) que levou a bola a rasar o vértice dos postes.

Nessa altura já a equipa da casa estava reduzida a dez unidades, por expulsão do capitão Alexandre (duplo cartão amarelo), ainda não tinha sido atingido o primeiro quarto de hora de jogo.

Apesar de o Moreirense tentar virar o resultado, com bolas bombeadas para os seus corpulentos avançados, seria o Varzim a estar mais perto de marcar, quando Cícero, isolado, embrulhou-se de tal forma com a bola que se tornou em autêntico escândalo não conseguir o golo.

Tudo fez a equipa visitante para dar a volta ao resultado, mas os seus avançados ou eram desfeiteados pela defesa varzinista, ou encontravam no guardião Ricardo o maior opositor.

No entanto, o Varzim, a actuar em contra-ataque ante a tentativa ofensiva do Moreirense, podia ter chegado aos 2-0, na marcação de uma grande penalidade por Mendonça (82’), mas Palatsi, redimindo-se do golo esquisito que sofreu e de alguma insegurança, evitou que o resultado se tornasse mais desnivelado, o que não corresponderia ao que as duas equipas fizeram.

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