Varzim-Ovarense, 2-0: Poveiros labutam para uma boa safra
Todo o mérito pertenceu ao Varzim para somar uma vitória que, todavia, foi marcada por grandes dificuldades, criadas pela Ovarense, que tudo fez para não sair da Póvoa de mãos a abanar.
Os poveiros tomaram de imediato o comando do jogo, e nada mais justo que se terem adiantado no marcador ao dobrar da primeira dezena de minutos, num desvio de mestre de Costé, com o pé, entre vários defesas, dentro da pequena área, a concluir um centro de Mendonça.
Os vareiros sentiram o toque, é certo, sobretudo o seu sector defensivo, embora essa pecha fosse mal aproveitada pelos varzinistas, que pouco forçaram as redes de Sérgio Leite, a não ser aos 22 minutos, num remate cruzado de Emanuel, que fez a bola roçar a base do poste.
A partir daí, Joaquim Teixeira ditou a sua lei. Aos 34 minutos, operou duas substituições de certo arrojo, tirando um central para colocar um ponta-de-lança (Leandro Netto), e rejuvenescendo o meio-campo. Foi praticamente o tudo por tudo, com o objectivo de chegar ao intervalo com um resultado que lhe fosse mais agradável, e complicando a vida à equipa de José Dinis. Como nada resultou em termos de golos, ficando só pelo domínio, nova substituição no início da segunda parte, com mais um jogador corpulento a juntar-se a outros de estatura idêntica à que a formação de Ovar tem como base.
A Ovarense, sempre forte, tentou de qualquer maneira penetrar na defesa anfitriã, enquanto o Varzim, sem jamais perder o norte, não se limitava a gerir a vantagem. E já quando os vareiros davam mostras de acusar o desgaste, o Varzim ditou a sua lei de equipa mais coesa, sempre à procura do golo da confirmação. O conjunto insistiu nos cruzamentos para a área e nos pontapés desferidos de longe, alguns só não convertidos em golo por má pontaria.
Nesta altura, o técnico José Dinis jogou nas substituições, as quais acabaram por surtir efeito, porque tanto o jovem Paulo Gomes como Delfim foram os "culpados" do golo da confirmação, apontado por aquele jogador, aos 82 minutos. A partir desse momento, o conjunto varzinista respirou de alívio, à espera do apito final do árbitro, que assinou um bom trabalho.