_

Benfica-Sporting, 0-1: Leão já meio formado bate o projeto da águia

Benfica-Sporting, 0-1: Leão já meio formado bate o projeto da águia
• Foto: PEDRO FERREIRA

No melhor pano cai a nódoa, costuma dizer-se. Como aconteceu ontem à noite, no Restelo, na final da Taça de Honra da AF Lisboa entre Benfica e Sporting, quando o jovem João Teixeira – até então, o mais consistente da sua equipa – perdeu uma bola a meio-campo e daí nasceu o golo de André Martins, a concluir o rápido contra-ataque desenvolvido por Carrillo.

Consulte aqui o direto do encontro

PUB

Esse pequeno erro acabou por refletir a diferença existente no estado de preparação entre águias e leões. De um lado, Marco Silva apresentou de início apenas uma pedra nova em relação à equipa-base da época passada – Oriel Rosell –; do outro, muita gente ainda à procura de se afirmar diante de Jorge Jesus.

Uma equipa já com rotinas construídas, o Sporting, contra outra, o Benfica, ainda à procura de identidade, coisa que não aparece só porque o treinador procura manter o mesmo modelo de jogo com gente acabada de chegar.

PUB

É verdade que a diferença não foi flagrante, nem o Sporting dominador, mas ainda assim mostrou-se mais próximo do que certamente quererá Marco Silva: boa circulação de bola do centro para os flancos, apoio direto ao ponta-de-lança, com Adrien, Carrillo e André Martins a suportarem a ação de Montero.

No lado do Benfica, Jorge Jesus deu protagonismo ao já referido João Teixeira que ontem, na primeira parte, não teve o apoio que se esperava de Talisca. As águias viveram muito à custa do génio de Gaitán, das iniciativas nem sempre bem-sucedidas de Ola John e da determinação de Lima.

Repartido na aparência

PUB

Os primeiros sinais de perigo foram dados pelo Sporting. Primeiro por André Martins a obrigar Artur a ceder canto (7’) e depois Montero a trabalhar bem e a rematar ao lado do poste esquerdo (13’). Sobre a meia hora, o Benfica conseguiu responder, com Gaitán a ser travado em falta na área por Dier, sem que o penálti fosse assinalado.

Mas esse assomo do argentino não chegou para equilibrar o jogo e depois de Carrillo ter ameaçado o golo aos 41’, este finalmente surgiu no lance já citado.

Sem mudanças

PUB

O segundo tempo só foi diferente a partir do momento em que os dois treinadores avançaram com as esperadas substituições. Aí, Jesus terá ficado com melhores apontamentos do que Marco Silva, pois foi precisamente no quarto de hora final que o Benfica voltou a criar perigo junto da baliza do leão, com Jara, Cavaleiro e Candeias a mostrarem sinais positivos.

Do lado do Sporting, nota para Slavchev, que podia ter marcado já nos descontos, mas acima de tudo para a clarividência de Oriol Rosell, que se afirma como o “guarda-costas” ideal para Adrien e André Martins poderem desenvolver o seu jogo ofensivo.

O Sporting venceu a Taça de Honra porque nesta altura já é mais equipa do que o Benfica. Por algum motivo Jorge Jesus alinhou de início com seis jogadores que só agora estão a trabalhar consigo.

PUB

Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Liga Betclic Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB