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Jorge Jesus bem pode dizer que nesta fase da maratona não importa quem segue na liderança mas, depois do empate de ontem no clássico de Alvalade, a deslocação do Benfica à Amoreira ganha contornos ainda mais importantes. É que em caso de vitória as águias aumentam a distância para os principais rivais na corrida ao título: quatro pontos no caso do FC Porto, seis se olharmos para o Sporting. E tendo sempre presente que não há campeões em setembro, não deixa de ser relevante a vantagem que os encarnados podem já somar numa fase tão prematura.
Com este cenário não é difícil adivinhar que Jesus fará subir à Amoreira o melhor onze que tem à disposição, não pensando na partida de Leverkusen, na próxima quarta-feira. A exceção é Talisca que devido à pancada sofrida frente ao Moreirense deve ser rendido por Derley; uma mudança que, a acontecer, terá impacto na forma dos encarnados atacarem, devido às características diferentes dos dois jogadores . Talisca é importante no transporte de jogo, nas soluções que dá de meia distância e no poder que acaba por fornecer ao meio-campo. Com Derley haverá, certamente, mais presença na área contrária.
Um Benfica favorito porque é superior e que terá pela frente um Estoril ainda à procura da identidade mostrada na época passada. As premissas até são, em linhas gerais, as mesmas, mas os intérpretes são diferentes, algo que tem afetado a qualidade de jogo. Evandro ou Carlitos eram jogadores muito fortes na hora da decisão e tem faltado, acima de tudo, critério no jogo estorilista. Kuca e Kléber dão outro poder ao ataque mas não terão vida fácil perante uma das melhores defesas da Liga.