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Exame que nenhum candidato pode chumbar

Exame que nenhum candidato pode chumbar

BENFICA

Estratégia do Benfica poderá ser mais conservadora do que é hábito

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O Benfica tem o melhor ataque da Liga, mas no dia em que defronta a melhor defesa a prova maior que se lhe coloca é mostrar a consistência de que é feita a sua liderança.

Por Jorge Jesus saber que o desafiante tem de assumir a iniciativa se quer ainda chegar ao 1.º lugar, a estratégia de jogo do Benfica obedecerá a uma construção muito particular, que passa primordialmente por manter a equipa junta, sem se expor aos golpes do rival, numa atitude que pode ser mais conservadora do que é hábito em equipa a jogar em casa. Para depois tentar explorar as suas mortíferas transições ofensivas.

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Em relação à vitória conseguida no Dragão, há quatro meses, verifica-se uma alteração fundamental no líder: Enzo Pérez já não mora na Luz e a equipa perdeu a referência fundamental nos seus equilíbrios.

Sem o argentino, o Benfica é muito mais exuberante, rápido, até, mas também deixa cair os seus níveis de intensidade com maior facilidade, como aconteceu em Vila do Conde, onde uma vitória cedo anunciada acabou em derrota penalizadora.

Ter um bloco preparado para enfrentar o FC Porto disposto a entrar forte é o maior desafio para Jorge Jesus, que mais uma vez se prepara para inovar num jogo crítico, face à provável impossibilidade de Salvio ser titular. Outros fariam uma troca direta sem adaptações, mostrando onde mora a confiança. Mas, na Luz, o FC Porto impõe muito respeito, para não dizer medo.

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Defesa

É o sector da equipa que apresenta maior estabilidade, assimiladas que foram as entradas de Jardel e Eliseu, nitidamente menos valiosos do que Garay e Siqueira, mas considerados como muito fiáveis pelo treinador.

Meio-campo

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Samaris já adquiriu o balanço que lhe permite poupar mais nos cartões amarelos, mas este é um jogo único em que lhe pode estar reservado novo parceiro. Se Amorim for a jogo tentará ser o Enzo Pérez que o Benfica perdeu.

Ataque

Lima e Jonas formam uma dupla cada vez mais bem sucedida, mas um, ou os dois, à vez, vai ter de se entender com Casemiro, para que a luta no meio-campo não se torne desigual. Porque Herrera e Óliver estão em todo o lado.

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FC PORTO

Projeção ofensiva dos laterais titulares recupera a acutilância que faltou na Baviera

Julen Lopetegui enfrenta na Luz o seu exame definitivo. Após a derrota contra o Benfica, no Dragão, o técnico espanhol manifestou-se "absolutamente convencido" de que iria dar a volta à situação, escudando-se nos 63 pontos que ainda estavam por disputar. Entretanto, a ampulheta seguiu o seu inexorável curso e a margem de erro tornou-se nula. O FC Porto está obrigado a ganhar no reduto do maior rival e, para isso, desta vez terá de ser efetivamente "superior em tudo"... até no resultado.

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Para início de conversa, a esta hora o técnico espanhol já percebeu que os dragões não operam uma reviravolta na catedral encarnada há quatro décadas, e que só triunfaram por mais de um golo na casa benfiquista no período pré-Luz, em 1950/51. Por isso, marcar primeiro é fundamental para tentar a proeza.

Os azuis e brancos não podem deixar trunfos na manga e vão tentar impor o seu jogo. Jesus já estudou esse guião, que adulterou na Invicta recorrendo a pressão alta, faltas táticas e eficácia ofensiva. O FC Porto surge com a melhor defesa da 1.ª Liga recomposta com a entrada de Danilo e Alex Sandro, também eles pedras fundamentais na projeção atacante da equipa, fazendo esquecer o desequilíbrio estrutural que propiciou o descalabro na Baviera.

A partir daí, as figuras do plantel portista terão de justificar o seu estatuto. O tudo ou nada para evitar uma época em branco exige heróis que façam a diferença.

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Defesa

O regresso de Danilo e Alex Sandro muda completamente o cenário face à lamentável imagem deixada em Munique. Fabiano será escrutinado à lupa, tal como o desempenho de Maicon e Marcano no eixo do sector.

Meio-campo

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O sentido posicional de Casemiro precisa de ser refinado em relação ao que se viu em Munique, da mesma forma que Herrera e Óliver terão de aplicar máxima intensidade para desorganizarem a estrutura encarnada.

Ataque

Jackson Martínez é um guerreiro incansável, mas não pode voltar a ser deixado à sua sorte. Ricardo Quaresma e Brahimi devem juntar rendimento e coragem ao seu talento, dando suporte ao colombiano e ameaçando as águias.

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