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Gil Vicente-Marítimo, 1-1: Divisão de pontos foi um mal menor

Gil Vicente-Marítimo, 1-1: Divisão de pontos foi um mal menor
• Foto: SE Record

João de Deus saiu visivelmente desiludido deste encontro, porque entendeu que, a jogar contra 10 a partir dos 53 minutos e tendo visto a sua equipa criar três boas situações para marcar após esse momento, incluindo uma grande penalidade desperdiçada, deveria ter vencido. Pedro Martins também reclamou para os seus homens algumas situações de golo iminente e uma resistência às adversidades. Ambos queriam ganhar para atingir os seus objetivos, mas tanto um como outro perceberam que o empate acabou por ser um mal menor e assim ninguém saiu a chorar.

Consulte o direto do encontro .

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O jogo chegou ao fim de forma aberta, com as oportunidades a sucederem-se junto das duas balizas e qualquer das equipas poderia ter vencido. O Gil Vicente, com um Hugo Vieira sempre em alta rotação e dois desequilibradores numa segunda linha (Caetano e Diogo Viana), criou quatro grandes situações para marcar. Vieira teve a mais flagrante de todas, mas o penálti saiu por cima. O Marítimo, fruto de uma grande entrada na partida e uma postura idêntica no arranque da segunda parte, colecionou seis boas situações de golo, mas, tal como aconteceu com Salin, Adriano também esteve em excelente plano, mantendo o nível exibicional demonstrado na semana passada, em Guimarães.

Atrasado na luta europeia, o Marítimo procurou o golo desde cedo e poderia tê-lo conseguido antes de Derley deixar a sua assinatura de penálti. Até à meia hora assistiu-se a um domínio avassalador dos insulares, com a viragem a surgir após a troca de flanco de Diogo Viana. O extremo caiu para a direita e foi a partir daí que começou a criar perigo. Novamente sem o capitão César Peixoto, João de Deus encontrou em Caetano a opção ideal para dar criatividade ao meio-campo, e a verdade é que se viu uma maior dinâmica ofensiva. A batalha equilibrou-se e até acabou por passar a pender ligeiramente para os minhotos quando Márcio Rozário cometeu penálti e deixou o Marítimo reduzido a 10. Uma expulsão que acabou por compensar, dado que Hugo Vieira falhou a conversão.

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Risco calculado

Pedro Martins não perdeu tempo e remendou a sua defesa, lançando Gegé para o lugar de Theo Weeks. Perdeu ao nível do meio-campo, deixando Danilo Pereira e Nuno Rocha (depois Marakis) numa luta desigual com os três médios do Gil Vicente, preferindo manter o trio de ataque em campo. Isso permitiu-lhe manter a defesa adversária em sentido, com Gabriel e Vítor Vinha presos atrás.

Tranquilos, os minhotos esperam agora pela visita do Belenenses na próxima jornada, onde poderão garantir desde logo a permanência.

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Árbitro: Rui Costa (nota 3)

Esteve bem ao assinalar as duas grandes penalidades e bem no capítulo disciplinar. Aos 44 minutos parece ter havido falta de Bauer sobre Halisson para um novo penálti, mas o árbitro do Porto entendeu que o brasileiro fez primeiro falta sobre o alemão. Em suma, atuação segura.

MELHOR EM CAMPO

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Salin. Com o resultado em 1-1 e o Marítimo reduzido a 10, o francês foi um gigante a travar os remates de Caetano e Hugo Vieira.

MOMENTO

O golo de Diogo Viana foi bonito e colocou justiça no resultado, até porque aconteceu 5 minutos após o penálti falhado por Hugo Vieira.

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NÚMERO

10 - as oportunidades de golo distribuídas entre as duas equipas em todo o jogo.

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