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Armando Evangelista e a questão do tempo útil: «É preciso mudar mentalidades e isso não é fácil»

• Foto: Amândia Queirós

Armando Evangelista marcou presença no World Scouting Congress, que decorre no Porto, debatendo um dos temas da atualidade que tem que ver com o tempo útil do jogo, uma questão que faz parte da mensagem forte da própria Liga Portugal para esta época. No final do debate, o treinador do Arouca resumiu as suas principais ideias.

Sente que este debate sobre o tempo útil do jogo vai levar a algum resultado? "Sempre que há debates com esta riqueza. Só pelo simples facto de se lembrar que existe um problema já estamos a contribuir que a sua resolução seja mais fácil. É preciso mudar mentalidades isso não é fácil, falar sobre os problemas é um ponto de partida para arranjar soluções para o mesmo. Esta questão do tempo útil é muito pertinente e muito presente no futebol atual. Por isso é muito importante haver este tipo de debates para que se possa contribuir para a evolução deste desporto que tanto amamos."

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Que papel acha que a Liga pode ter para pelo amenizar este problema? "Há que salvaguardar que a Liga tem tido este cuidado e até a iniciativa para contribuir para a resolução do que todos reconhecemos como um problema, colocando até os treinadores a discutir não só este tema, mas também outros que são importantes e do interesse de todos. É óbvio que todas a entidades têm de ser ouvidas e responsabilizadas pelo que se passa no futebol. Se o queremos melhor, os únicos responsáveis não podem ser os jogadores, os treinadores, os árbitros ou os dirigentes. É uma responsabilidade coletiva e há muita gente envolvida e se todos forem ouvidos o problema pode ser resolvido de uma forma mais célere. Ou seja, todos devem ser envolvidos nesta discussão."

Uma das questões apontadas no debate foi a diferença de critérios da arbitragem. Que visão tem sobre isso? "Parece-me que o critério do árbitro português quando apita em solo nacional ou nas competições europeias é diferente. A malha, se assim lhe podemos chamar, quando apita lá fora é muito mais larga e aqui é mais estreita. Daí se calhar o grande número de faltas que temos por jogo em média no nosso campeonato. Talvez seja importante alargar aqui um pouco mais a tal malha, porque não me parece que o jogador português seja mais agressivo. Ou seja, alargando a malha podemos ter a ganhar também com isso."

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O que fazer para se melhor neste capítulo? "É óbvio que quem está à frente da arbitragem tem mais influência sobre os árbitros. São eles que traçam as diretrizes. Mas os responsáveis do futebol englobam várias entidades e por isso não podemos atirar as responsabilidades para cima dos árbitros, ou para cima dos treinadores, jogadores ou dirigentes. É uma mudança de mentalidade que interessa e deve interessar a todos, pelo que todos os agentes do futebol devem estar envolvidos nesta questão para que possa melhorar."

Por António Mendes
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