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O técnico Daniel Ramos assumiu o objetivo de ultrapassar os noruegueses do Brann na terceira pré-eliminatória da Liga Conferência, cuja primeira mão disputa-se esta quinta-feira, pelas 19 horas, em Arouca, bem como reconheceu a ambição de chegar à fase de grupos da competição, mas também foi célere a dividir a questão do favoritismo em função de todas as dúvidas do momento e do contexto competitivo em Portugal.
"Chegar à fase de grupos da Conference League é um dos nossos objectivos. Será difícil, mas isso não nos retira a ambição de querer chegar lá porque temos valia, fizemos um bom trabalho de casa e temos que nos sentir confortáveis. Reagir às adversidades é futebol. O processo de entradas e saídas em curso é natural e os clubes precisam disso. O que temos de fazer é trabalhar da melhor maneira quem está, porque, apesar das perdas, fomos competentes nas aquisições e é dentro desse registo que apelei à equipa para transportar essa dinâmica para o jogo ", comentou o técnico, salientando que os motivos pelos quais "o Arouca não é favorito para chegar à fase de grupos": "Em Portugal há um fosso entre o que são as habituais melhores equipas e as seguintes, que eventualmente não têm tanta qualidade consistentemente, mas também compete às equipas de menos nomeada tentar encurtar esse espaço. Isso passa pelo recrutamento e trabalho. É um processo longo, sendo que o Arouca está presentes em quatro frentes, mas a prova da UEFA merece total prioridade e, como esta é uma eliminatória a duas mãos, também compete-nos tirar proveito do factor casa".
Abordagem cautelosa também mediante o contexto competitivo do momento dos dois emblemas, pese embora o técnico também tenha reconhecido que "o Arouca vai procurar explorar as suas vantagens".
"Provavelmente conhecemos mais do Brann, do que o Brann conhece do Arouca, mas por outro lado eles encontram-se a meio da época e têm outro ritmo. É uma vantagem evidente que vamos tentar contrariar de outra forma", comentou Daniel Ramos, sem esconder que caracteriza o conjunto norueguês como "uma equipa que gosta de ter a posse de bola". "É um adversário com um posicionamento peculiar. Costumam ter três linhas bem definidas e mostram uma percentagem elevada de posse em todos os jogos, mesmo perante os adversários mais fortes do seu campeonato, de modo que teremos de apresentar algumas cautelas defensivas, mas também explorar o nosso jogo", rematou.