_

Daniel Ramos e a receção ao Estoril: «Existe valia no plantel para promover a rotatividade»

• Foto: José Gageiro/Movephoto

Daniel Ramos fez, este sábado, o lançamento do jogo com o Estoril, marcado para amanhã e referente à 1.ª jornada do campeonato. O treinador dos lobos valorizou este adversário, mas nada o demove de alcançar a terceira vitória consecutivas, depois das alcançadas frente ao Rio Ave, na Allianz Cup, e sobre o Brann, na Liga Conferência. 

No decorrer da conversa com os jornalistas, Daniel Ramos ainda não tinha definido o onze que vai avançar, mas prometeu foco total no Estoril sem pensar na eliminatória europeia. "Vamos privilegiar a frescura física, porque existe valia no plantel para promover rotatividade", salientou. 

PUB

Arranque de época: "Melhor que duas são três... Vamos à procura da terceira vitória consecutiva no arranque do campeonato, contra um Estoril Praia que me parece, por todos os indicadores e as contratações sonantes dos últimos dias, que vai ser um adversário difícil. Contamos com um jogo complicado e difícil pela frente. É mesmo assim, não é para estar a querer agradar. Sei da valia do plantel e da equipa técnica do Estoril. É dentro desta lógica, e dos poucos dias de preparação que tivemos, que encaramos o jogo. Neste momento a nossa grande preocupação foi analisar o Estoril, pausar o jogo com o Brann, e direcionar um 'play' para o jogo com o Estoril. Recuperar, descansar, tentar alimentar bem para termos o máximo de jogadores possíveis recuperados para o jogo de amanhã."

 

Sp. Braga perdeu com o Famalicão entre jogos europeus: "Nós tiramos ilações de tudo o que são experiências, nossas e dos outros. Já tive esta experiência, já sei que o acumular de jogos provoca sempre desgaste, contudo há casos e casos e nós temos de olhar para nós, perceber como os jogadores se sentem, fazermos uma radiografia muito fiel ao momento do arranque do jogo, se temos ou não os jogadores a 100 ou próximos de 100 por cento e, se não estiverem, não jogam. Eles sabem que vou operar assim, espero sinceridade da parte deles, que me digam como é que estão e em cima disso tomar decisões muito em cima do jogo. Não sei qual vai ser o onze inicial. Vamos privilegiar a frescura física, porque existe valia no plantel para promover rotatividade e não tenho problemas em fazê-lo. 

PUB

Sem médio como Alan Ruiz: "São opiniões, vale o que vale. Se calhar perdemos numas coisas e ganhamos noutras. Se calhar no lugar do Alan Ruiz teria de jogar um outro médio, mas não jogaria por exemplo o Cristo [González]. O que é que é melhor? Ter um jogador de área, mais ofensivo, com mais golo, com maior capacidade de entrar em zonas de finalização ou um jogador que sirva mais na construção? O que me interessa é que a equipa tenha rendimento e pratique um futebol agradável, com tem demonstrado. Nos dois jogos que fizemos, o feedback é muito positivo. Foi para isso que eu vim, não foi para jogar um jogo defensivo, foi para jogar um futebol vertical, objetivo e agradável. Para mim e para o clube, ficar em oitavo, ou em 10.º, sétimo ou 11.º não é assim tão significativo. O que é significativo é a valorização dos jogadores e criarmos uma imagem positiva do jogo do Arouca. Por isso estamos a contratar jogadores, para proporcionarem isso, porque é muito mais agradável para quem vê os nossos jogos. Às vezes corremos riscos, mas isso faz parte do crescimento."

Pressão alta e quebra física: "Eu vou tentar refrescar a minha equipa, se necessário. A ideia é continuarmos a ser intensos sem modificar a nossa forma de jogar. Agora, aquilo que é preciso e ainda falta a esta equipa dar esses passos, é gerir melhor os ritmos de jogo. É preferível descansar com bola do que sem ela. Também é preciso perceber que estamos no arranque e, nesta fase, não é possível jogar assim a toda a hora. Daí a importância dos jogadores perceberem o momento do jogo e se estamos ou não em condição de o fazer. Resumindo, queremos um Arouca fiel à sua imagem, ao que demonstrámos nos dois últimos jogos, a gerir os momentos."

Implementação do 4x4x2: "Tem a ver com a proposta de jogo. Quando cheguei, fiz a minha proposta de jogo e perguntei: 'Sentem-se confortáveis com isto ou não?'. Fiz isso porque vamos romper com aspetos do passado. A recetividade é boa. Se quiser impor a minha ideia de jogo e não tiver jogadores para ela, acho que é logo um mau arranque. A recetividade foi boa, conseguimos contratar, não todos, mas vários jogadores dentro do que procurámos dentro da ideia de jogo. Trabalhámos imenso no sentido do recrutamento, com a direção, com o Joel [Pinho, diretor-geral) e o Flávio [Soares, team manager]. Matías Rocha está a chegar e ainda virá pelo menos mais um para nos dar conforto e reforçar o que trabalhámos. E fizemos por aumentar o número de treinadores dentro do campo, que percebam a ideia de jogo, que corrijam, que incentivem, melhorem. Quanto maior for o conforto, melhor é o retorno, que são os resultados. Estamos a conseguir coisas bonitas, ainda é cedo para dizer que está a correr tudo bem. Acho que estamos no caminho certo."

PUB

Matías Rocha: "Vem com o meu aval. É mais um para ajudar. Não é a quantidade que faz a diferença, é a qualidade. Perdemos um jogador valioso e importante [João Basso]. Tentámos com paciência encontrar um jogador que tivesse rendimento e a possibilidade de valorização com retorno futuro. Isto no mercado não é fácil. Encontrámos esta possibilidade, o clube conseguiu trazer o Matías Rocha e acho que pode dar uma resposta bem positiva. Um jogador bastante importante para a realidade do clube."

Baixas: "Benji ainda atrasado na recuperação. Temos dois jogadores a evoluírem bem, que estão a 80 por cento, o Vitinha e o Pedro Moreira. Além do Matías que ainda está fora de combate por causa da inscrição."

Miguel Puche a avançado-centro: "Vão ver que é mais do que um extremo, pode fazer várias posições, todas as posições do ataque. Um jogador que foi muito boa contratação, permite versatilidade, pode jogar com isso, pode jogar a ponta-de-lança, extremo à direita, extremo à esquerda e médio ofensivo. Tem recursos técnicos, mobilidade, ataque à profundidade. É uma das soluções de ataque, permite-me jogar com o que o jogo está a proporcionar. Neste momento não temos o 9 típico, mas temos jogadores como o Cristo ou o Puche que podem jogar na posição de ponta-de-lança de forma natural pelas suas características. Como gosto de mobilidade e irreverência na linha da frente, ele e outros têm essa possibilidade de o fazer, tal como o Sylla, que pode jogar na linha ou por dentro. Jason pode jogar na direita ou na esquerda. Isso é bom para poder mover peças em caso de necessidade."

PUB

Por Nuno Barbosa
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de Arouca Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB