Vasco Seabra e o Benfica: «Tenho conseguido tirar pontos aos grandes em quase todas as épocas»

Vasco Seabra considera "justa" a vitória sobre o AVS, por 1-0
• Foto: Lusa/EPA

O Benfica visita Arouca, pelas 20h30 deste sábado, em jogo a contar para a 26ª jornada do campeonato. Um encontro que José Mourinho vai estar na bancada devido a castigo, sendo esse um fator que, porém, não terá influência no encontro, de acordo com o treinador dos lobos, Vasco Seabra. 

"É apenas o treinador do Benfica, é uma referência para mim e já o disse várias vezes. Mas quando entrarmos em campo é exatamente como se jogássemos, por exemplo, com o Famalicão e o Hugo [Oliveira] não estivesse", revelou o técnico, salientando que os arouquenses defrontam os oponentes "sempre com o mesmo respeito", embora sem esconder que há o desejo de fazer uma gracinha com um grande pela primeira vez esta temporada: "Ainda não será a última oportunidade, porque considero o Sp. Braga é um grande também, está englobado nessa luta pelo título. A verdade é que, comigo a treinador, acho que consegui sempre pontuar com os grandes em todas as épocas. É um desafio e uma oportunidade, porque teremos um ambiente fantástico e de estádio cheio frente a uma excelente equipa."

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"Queremos ganhar, maioritariamente, porque ninguém ainda fez isso com o Benfica no campeonato. Teremos pela frente um adversário muito forte, muito capaz, mas com o apoio que iremos ter, confio numa vitória. Costumo dizer que, quanto maior o desafio, maior é a oportunidade", pontuou ainda Vasco Seabra, de 42 anos.

Concorda com José Mourinho quando ele diz que com Aursnes, o Benfica é outra música?

"Pode sempre ter as opiniões dele, não vou comentá-las. O Benfica tem muitas opções, uma grande profundidade e elementos valiosos em termos financeiros. Será um Benfica forte, intenso, a querer pressionar-nos e a querer resolver cedo o jogo. Acabou por cima do FC Porto, que está em primeiro, e traz essa alma do Clássico. É fiel, também, ao que tem sido, pois procura ser uma equipa pressionante e dominadora. Queremos competir com isso, ser protagonistas no jogo e proativos nos gatilhos de pressão. Queremos um bom espetáculo e retirar todos os pontos no final."

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Será a chave do sucesso convidar o Benfica à pressão?

"Isso é natural, vão querer pressionar e temos de entender que o Benfica não é um adversário que joga num bloco expectante. Pode baixar num ou noutro momento, mas vai pressionar-nos muito, logo na primeira fase. Temos que saber lidar com isso. Será difícil instalarmo-nos no último terço mas, se o fizermos, será fenomenal, porque estaremos a empurrá-los para trás. Em termos táticos, não irá variar muito do que tem feito, vai estruturar-se num 4-2-3-1 com um Rafa sempre próximo do '9'. Sem bola, será naturalmente uma equipa em 4-4-2, pode pressionar com extremos e médios, não tem um jogo fechado, tem um jogo variado. A nossa equipa sabe o que o adversário pode fazer . Temos vindo a ser altamente competitivos, sentimo-nos tranquilos e seguros. Estando no máximo nível de agressividade, vamos ter uma capacidade de competir no jogo."

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Tirou grandes ilações do Clássico?

"Falamos sempre de adversários e jogadores diferentes. Vimos o jogo, claro, e vimos momentos em que o FC Porto conseguiu bloquear o Benfica e vice-versa. Mas são jogadores, características e ambientes diferentes. Temos que conseguir racionalizar e trazer as coisas para aquelas que são as nossas características e tirar, sobre isso, o proveito de desbloquear o Benfica."

Javi Sánchez e Tiago Esgaio regressam. Podem saltar logo para o onze?

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"São jogadores importantes e não há como esconder isso. O Javi trouxe maturidade e responsabilidade com bola, acrescenta energia à equipa. Mas é importante perceber que o Popovic, ou o Matías, são fulcrais quando o Javi não joga. Ou o Diogo Monteiro, que é internacional jovem e tem jogado bem na direita. Aí, também temos o José Silva, portanto temos que valorizar o que temos internamente. São dois jogadores que fazem falta."

Otamendi está em dúvida. Ele não jogar seria bom para a sua equipa?

"Não jogando, há o António Silva e o Tomás. O Otamendi tem a dimensão que tem, mas todos têm qualidade. É uma equipa com zero derrotas. A nossa equipa está mais estável ofensivamente e defensivamente, além de que, nas bolas paradas, estamos mais finalizadores. Vimos de duas derrotas, mas sentimos muita segurança e podiam ter dado pontos. Já não tínhamos derrotas consecutivas há três meses. São sensações de que perdemos, mas sabemos o que fizemos. Temos que resgatar os pontos e isso é o mais fácil", terminou.

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Por João Albuquerque
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