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Vasco Seabra: «Não é qualquer equipa que, mesmo com mais um, carrega da maneira que nós carregámos no Sporting»

Vasco Seabra em Alvalade
• Foto: Pedro Ferreira

Vasco Seabra mostrou-se satisfeito com o , em especial pela forma como a sua equipa se apresentou e conseguiu reagir a uma desvantagem de dois golos.

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"Sim, mas eu discordo de si. Eu acho que nós, na primeira parte, não merecíamos estar a perder por 2-0. Acho que a equipa teve muita personalidade. Tivemos mais remates que o Sporting na primeira parte, o que não é fácil - vir a Alvalade e ter mais remates que o Sporting, a jogar 11 para 11 -, com uma diferença de posse de bola significativa, de 60-40, mas onde estávamos a encontrar vários espaços para conseguirmos progredir e tentar ferir o Sporting. A verdade é que, no primeiro golo, é mérito do Sporting naturalmente porque o faz, mas é também demérito nosso, tal como no segundo. No segundo golo do Sporting estamos completamente encaixados, mas com uma nesga de agressividade abaixo daquilo que nos é habitual. Ainda assim, creio que tivemos uma oportunidade claríssima para podermos diminuir o resultado. Só conseguimos que a expulsão acontecesse porque fomos muito agressivos no início da segunda parte. Começámos a aumentar os nossos níveis de pressão e de agressividade no meio-campo ofensivo, e isso permitiu que a equipa recuperasse mais bolas. No momento em que há a expulsão, é exatamente por uma recuperação de bola em que o Debast já vem em recurso e acaba por fazer a falta para vermelho. A partir daí, penso que não é qualquer equipa que, mesmo a jogar com mais um, carrega da maneira que nós carregámos no Sporting, porque empurrámos completamente o Sporting para trás. Estivemos instalados em meio-campo ofensivo contra uma equipa muitíssimo bem treinada, com muitas individualidades de muita qualidade. Por isso, creio que é mais mérito nosso do que demérito do Sporting. Isso é que eu gostava de ver as pessoas reconhecerem: esse mérito da minha equipa e dos meus jogadores, que têm coragem, personalidade e que se desafiam a poder combater nestes palcos."

"Sim. Quisemos trazer o Rukavina, que é um jogador que tem um contra um forte também, é rápido no corredor e enfrenta com qualidade. Quisemos trazer o Naïs [Djouahra] para dentro porque é um jogador muito criativo, muito refinado entrelinhas. Sentíamos que podíamos acrescentar ao corredor esquerdo, principalmente porque quisemos trazer o Naïs até mais para a esquerda e associar muitos jogadores que têm muita qualidade técnica — como o Ruka, o Naïs e o Lebedenko —, para conseguirmos carregar mais no nosso corredor esquerdo. Tentámos desfazer a linha do Sporting muitas vezes através da não ida do Geny Catamo ou de podermos progredir através disso. Depois, tentámos, com a entrada do Brian do outro lado, isolar mais o pé contrário do Brian para, quando rodássemos, ele estar mais sozinho e podermos solicitar mais vezes a área."

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"Diz-nos que conquistamos pontos com muito suor, sacrifício, trabalho e espírito de equipa. Agora temos uma paragem, temos de recuperar alguns jogadores, procurar que o Lee [Hyunju] venha da seleção com uma vitória nos Jogos Asiáticos também e sabermos que temos um longo caminho pela frente. Onze pontos é uma boa marca, não vou negá-lo; estou muito satisfeito pelos meus jogadores, mas queremos é mais..."

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