Daniel Sousa e a licença para as provas europeias: «As situações têm de ser precavidas»

Treinador do Arouca quer continuar a pensar "jogo a jogo" e espera um Chaves "no melhor momento da época"

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• Foto: LUSA/EPA
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O Arouca continua a atravessar uma fase positiva no campeonato, depois de um começo conturbado na prova. Daniel Sousa quer manter a estabilidade no plantel e a cabeça fria jornada após jornada. Nesse sentido, o técnico está ciente dos problemas que o Chaves poderá causar no jogo desta sexta-feira (20h15) e frisou que os transmontanos estão "no melhor momento da época". 

"É definitivamente um Chaves perigoso. Recordo alguns factos: só perderam duas vezes em 2024, empataram com o Sp. Braga como visitante, têm um dos melhores marcadores do campeonato, o Héctor, e são fortes no próprio estádio. Será um jogo difícil, porque precisam de pontos. Há equipas que precisam de pontos para conseguir os objetivos, principalmente aquelas que lutam pela permanência, mas nós também precisamos, não nos podemos enganar. Agora, será difícil", considerou o treinador do Arouca, admitindo que a equipa "precisa de estar sempre em alerta", até pelo resultado com o Casa Pia, onde era esperado "outro tipo de desfecho". 

O Arouca concluiu o processo de licenciamento para disputar as provas europeias em 2024/25. 

"É um processo normal. A realidade é que atingimos uma posição na tabela bastante alta. Mas os objetivos continuam os mesmos, embora todas as situações tenham de ser precavidas, independentemente da posição. A posição que estamos, neste momento, é volátil e tenho alertado para isto. Mais do que o objetivo a médio prazo, é o objetivo de continuarmos a pensar jogo a jogo, porque pensar muito para a frente é perigoso e já nos colocou em situações menos desejáveis. A mensagem será sempre jogo a jogo, tal como tem sido desde o início. Sem descartar a exigência de garantir sempre os três pontos."

Há mais expectativas no grupo, com esta novidade?

"Não propriamente, porque acredito que metade deles não sabiam do processo. Eu sempre disse que os nossos objetivos são a curto prazo, porque para atingir o que pretendemos, há comportamentos que queremos ver no campo, mas o principal é sempre vencer. A longo prazo, podemos ser iludidos e perder a concentração, algo que não é pouco comum vermos em equipas deste campeonato. Eu cheguei ao Arouca com seis pontos e o adversário tinha sete. No jogo seguinte, o adversário já tinha 10 e mesmo a vitoria não ia tirar-nos da zona de descida. Olhamos para as coisas, é um facto. Não minto, mas o foco esta sempre nos três pontos, é jogo a jogo e isto até parece um clichê, mas é uma coisa que procuramos. Não mudarei esse discurso. A abordagem continuará a ser a mesma."

O Arouca tem mais argumentos para disputar a vitória do que o Chaves?

"Não coloco as coisas assim, porque a história dos jogos são individuais. Queria só ressalvar e fiz questão de dizer no balneário: podemos olhar para os adversários com menos pontuação e dizer que somos melhores, mas o Chaves exige cautela e atenção. Reforçou-se bem em janeiro e é por isso que tem conseguido estes resultados mais positivos no início da 2ª volta."

O Mujica abordou numa entrevista a possibilidade de lutar pelo título de melhor marcador da temporada.

"Ele está lá na luta. Obviamente que é impossível não pensar na oportunidade que tem, estando numa fase tão adiantada do campeonato como a que estamos. Se continuar assim, com esta performance e até pela ajuda que tem tido dos companheiros, a colocar-lhe a bola exatamente onde quer, não vejo motivos para que isso não aconteça."

Tirando os três grandes, ninguém pontuou tanto como o seu plantel. Já há cautela das outras equipas quando olham para o calendário e percebem que vão jogar diante do Arouca?

"Não sei se tenho dados suficientes para responder a isso. Não saíram do registo, os adversários, por isso não acredito que façam um  grande ajuste. Relativamente ao Chaves não espero grandes mudanças,  mas o Arouca também nunca ganhou em Chaves. Eu não presto atenção a isso, por norma, mas o Arouca tem esse registo e a história fala por si."

Há lesões ou falhas na convocatória?

"O Eboué está de volta. O Vitinho e o Matías [Rocha] ainda estão a trabalhar separadamente. O Matías ressentiu-se do toque que o obrigou a sair com o Estoril. O Quaresma já recuperou, mas ainda não está a 100 por cento e não o iremos arriscar."

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