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Treinador do Arouca assume momento de desconforto classificativo e foco para somar pontos nos Açores
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O técnico Vasco Seabra assume o momento de desconforto que o Arouca ainda atravessa em termos classificativos, mas também deu corpo à ideia de capitalizar a injeção de confiança proporcionada pelo triunfo averbado ante o Alverca, na última jornada, para voltar a amealhar pontos na visita ao Santa Clara.
“Colocámos um ponto final num ciclo que não queríamos e mostrámos resiliência e crescimento perante a adversidade, pelo foi um momento de celebração, mas temos responsabilidade para reconhecer que o que fizemos não chega. É preciso mais, muito mais e muito por força da exigência da competição, de modo que estamos em alerta e no limite”, comentou o treinador, garantido que “o plano de continuidade a este momento positivo exige entrega total”: “Sofremos alguns socos no estômago no nosso percurso, mas nunca ficamos no chão em desespero, nem a vitimização é o espírito desta casa. Não nos vamos queixar de que está tudo a acontecer-nos ou de que somos uns coitadinhos. O contexto está duro, mas temos de ser nós, com as nossas unhas, a mudar o panorama. O último jogo provou a nossa ideia. Demorou a alcançar, mas também nos demonstrou que não queremos regressar às mesmas sensações, de modo que é um momento importante, mas vejo a equipa com consistência para dar continuidade”.
Plano de crescimento que continua a ser alinhavado com total confiança nas unidades à disposição, desta feita perante um Santa Clara que Vasco Seabra apelidou de “muito competente”.
“Sempre demonstrei confiança com responsabilidade. Tenho uma grande ligação ao nosso presidente e diretor-geral e não vou dizer que somos perfeitos ou que já sabia que o nosso crescimento ia acontecer, mas mantenho total confiança na capacidade deste plantel porque temos equipa, estrutura e vitalidade para sair desta situação mais desconfortável”, justificou o técnico dos arouquenses, salientando a “obrigatoriedade de manter a concentração elevada para travar a iniciativa do Santa Clara e explorar os espaços perante um adversário de qualidade, que já demonstrou capacidade para alternar sistemas táticos e que usufrui de um campo onde é sempre muito complicado de jogar”.
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