Vasco Seabra e os pisões contra Benfica e FC Porto: «Foram idênticos e daí a frustração de todos»

Treinador do Arouca comentou os diferentes critérios de arbitragem que levaram a um desabafo de David Simão

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• Foto: Lusa
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Vasco Seabra apresentou-se perante os jornalistas, esta sexta-feira, para fazer o lançamento do AVS SAD-Arouca de amanhã. No entanto, a conversa incidiu sobretudo no jogo da passada jornada, frente ao FC Porto, que se traduziu na primeira derrota dos lobos no ano civil de 2025.

Os dragões inauguraram o marcador através de um penálti, por falta de Fontán sobre Samu. O defesa do Arouca pisou o avançado do FC Porto e o árbitro não teve dúvidas. No entanto, na receção ao Benfica, Otamendi também pisou o então avançado do Arouca, Ivo Rodrigues, mas nesse caso não foi marcada grande penalidade. Os diferentes critérios mereceram um desabafo do capitão do Arouca, David Simão, nas redes sociais e, agora, questionado por Record, o treinador Vasco Seabra também disse de sua justiça.

"Eu percebo isso [a publicação de David Simão] e acaba por nos dar sempre aquele momento de frustração, não há como fugir. A verdade é que nós, dentro do balneário, temos uma expressão muito característica que é 'segue'. Não há muito para a gente poder ficar a lamentar-se ou a chorar. Custa, no momento do jogo [com o FC Porto] custou logo, porque se fôssemos por aí também haveria um toque anterior ao Fontán, ou seja, poderíamos ir aqui para muitas polémicas", começou por afirmar Vasco Seabra. 

E prosseguiu até terminar com soluções: "A verdade é que foram pisões muito idênticos e por isso também a frustração do David, é uma frustração obviamente de todos, mas que os árbitros erram, nós também erramos, temos que seguir, por isso não adianta ficarmos a agarrar-nos a isso. O jogo já passou, por isso nós quando chegamos nem falamos mais disso, é uma situação que podemos abordá-la com naturalidade, não fazemos um drama das coisas que nos acontecem ou nos sucedem, temos é que realmente agarrar-nos, não permitir que o adversário entre dentro da nossa área, e isso já vai impedir que provavelmente possa haver esse tipo de situações, por isso temos que seguir, temos que olhar para aquilo que nós controlamos, que é o nosso processo, e estamos muito focados naquilo que podemos fazer e aquilo que queremos fazer já no jogo com o AVS." 

Vasco Seabra, de resto, quer manter o Arouca sem derrotas fora de casa em 2025 e espera trazer três pontos do terreno do AVS SAD. Nessa partida, já poderá contar com Nico Mantl e Tiago Esgaio, embora Pablo Gozálbez e Nino Galovic continuem de fora.

Recuperar da derrota com o FC Porto: "Tem essa vantagem de a equipa ter sentido que fez um bom jogo, que foi capaz, que podíamos até ter feito um pouco mais naquilo que eram as incidências do jogo. E o facto da equipa sentir que esse processo se manteve, apesar de termos quebrado com a série invicta em que vínhamos, e que era muito interessante e importante para nós, sabemos que o processo está lá e que, portanto, nos mantemos muito focados, sabemos que há muitos pontos ainda pela frente, cada ponto custa muito caro, por isso temos muito que trabalhar. É uma equipa muito difícil que vamos enfrentar, nos últimos três jogos, desde a mudança também da entrada do Rui [Ferreira]0, tem cinco pontos conquistados, vem também de uma vitória muito motivadora fora, por isso sabemos que vamos ter um adversário muito duro, é sempre um osso duro de roer, jogar nas aves também não é fácil. Nós estamos preparados para as adversidades e queremos manter a invencibilidade fora de casa, por isso queremos manter essa chama, queremos ir lá e lutar pelos três pontos e conquistá-los para somarmos mais três à nossa caminhada."

Que AVS SAD espera: "Fez uma alteração tática em termos de triângulo do meio, das primeiras duas jornadas para esta, em Faro, por isso há sempre essas nuances que o treinador está a acrescentar à equipa, mas independentemente disso nós sabemos que há um padrão global da equipa. E independentemente disso, a nossa equipa sabe adaptar-se ao jogo, por isso nós neste momento estamos num processo em que sentimos que a equipa é capaz de dentro do próprio jogo perceber o que está a acontecer, de que forma é que o adversário está a jogar e que espaço é que está a querer ocupar com bola, para que nós possamos pressioná-los e sermos capazes no momento de pressão. Ao mesmo tempo, com bola, também sabemos e temos capacidade dentro do próprio jogo de sentir os espaços, de sentir se nos pressionam com os extremos, com o ponta e com o médio, se nos pressionam com uma linha de cinco ou com uma linha de quatro. Estamos preparados para as diferentes incidências que o jogo nos pode trazer, sentimos é que temos que, perante aquilo que é a nossa preparação, irmos com um estado emocional muito forte para encararmos o jogo durante os 90 ou 100 minutos que o jogo possa ter, com um foco muito grande, com uma competitividade muito grande, porque nós sabemos fazer as coisas, temos é que competir, e temos que levar isso para o nosso nível de exigência máximo, porque passando isso para o nosso nível de exigência máximo, aí sim nós estamos preparados para lutar pelos três pontos. É essa a confiança que tenho no grupo, e essa também é a confiança que levamos para o jogo. 

Soluções para bloco baixo do adversário: "Nós já antes do jogo com o FC Porto, temos feito isso como padrão, nós sentimos que a equipa tem vindo a desenvolver-se do ponto de vista ofensivo, é verdade que nós temos feito golos em praticamente todos os jogos, nas jornadas anteriores, e sentimos que a equipa tem capacidade para desmontar blocos mais baixos. Neste jogo com o FC Porto foi um jogo mais difícil, é verdade, o FC Porto também tem jogadores individualmente muito capazes, e isso também dificulta muito. Acredito também que o AVS vai ter um padrão de pressão um bocadinho diferente daquilo que o FC Porto efetuou, mas independentemente daquilo que o AVS possa apresentar, seja com o bloco mais baixo ou com o bloco mais alto, nós sentimos que a equipa tem soluções para que isso possa acontecer. É verdade que é sempre mais difícil desmontar blocos que estão muito baixos, principalmente se for em 5x4x1 ou em 4x5x1, em que há nove jogadores essencialmente muito aglomerados em frente à linha da área, esse é um momento difícil de desbloquear, de qualquer das formas é sempre uma incidência que a gente tem, esta semana voltamos à ter também, e a equipa correspondeu novamente de forma capaz, sentimos também essa melhoria, vamos sentindo essa melhoria semana após semana. Infelizmente no último jogo não aconteceu com tanta regularidade quanto pretendíamos, mas de qualquer das formas sentimos que temos essa capacidade."

Desabafo David Simão: "Eu percebo isso e acaba por nos dar sempre aquele momento de frustração, não há como. A verdade é que nós, dentro do balneário, temos uma expressão muito característica que é 'segue'. Não há muito para a gente poder ficar a lamentar-se ou a chorar. Custa, no momento do jogo custou logo, porque se fôssemos por aí também haveria um toque anterior ao Fontan, ou seja, poderíamos ir aqui para muitas polémicas. A verdade é que foram pisões muito idênticos e por isso também a frustração do David, é uma frustração obviamente de todos, mas que os árbitros erram, nós também erramos, temos que seguir, por isso não adianta ficarmos a agarrar-nos a isso. O jogo já passou, por isso nós quando chegamos nem falamos mais disso, é uma situação que podemos abordá-la com naturalidade, não fazemos um drama das coisas que nos acontecem ou nos sucedem, temos é que realmente agarrar-nos, não permitir que o adversário entre dentro da nossa área, e isso já vai impedir que provavelmente possa haver esse tipo de situações, por isso temos que seguir, temos que olhar para aquilo que nós controlamos, que é o nosso processo, e estamos muito focados naquilo que podemos fazer e aquilo que queremos fazer já no jogo em Aves."

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