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O AVS SAD joga em Vila do Conde (20h45) mais uma cartada decisiva na luta pela permanência. Para continuar a sonhar, terá de pontuar e esperar que Nacional e Casa Pia não consigam o mesmo nesta jornada. Um cenário difícil, que o treinador João Henriques admite já estar preparado para o pior.
“Vamos fazer o nosso trabalho à semelhança do que fizemos com o Vitória. Lutar pelos pontos até ao último minuto. Queremos ser uma equipa competente e melhorar os índices de eficácia. Peço isso, sentir o crescimento da equipa. Fizemos bem depois de um jogo menos conseguido com o Gil Vicente. Voltámos a ser uma equipa competitiva frente ao Vitória. Agora vamos defrontar o Rio Ave, que tem as suas contas resolvidas. Temos de estar bem preparados até ao final, conquistando o máximo de pontos, dignificando o clube e a competição em que estamos inseridos.”
Sobre o Rio Ave: “É um adversário que vem de uma boa sequência. Depois de uma fase mais irregular nos resultados, conseguiu ganhar consistência. A partir daí, os resultados surgiram. É uma equipa com jogadores de qualidade, forte individual e coletivamente. Acertaram processos e isso reflete-se nos resultados. É uma equipa difícil, muito forte nas bolas paradas, como se viu no jogo com o Santa Clara.”
Expectativas para o jogo e possibilidade de descida: “Vamos fazer o nosso papel. Vencer. Os adversários que façam o trabalho deles. O que está nas nossas mãos é o nosso jogo. Vamos entrar para controlar o jogo do início ao fim. Cada jogo tem as suas particularidades. Lutar pela permanência era um desafio que, visto de fora, quase ninguém acreditava, pelos números.”
Evolução da equipa: "Eu acreditei na pessoa que me convidou, nas pessoas que vieram comigo, na estrutura, que tem competência para ajudar, e no plantel, que tinha jogadores subvalorizados. A equipa melhorou em muitos aspetos. Defensivamente deixou de sofrer tantos golos, passou a ter jogos sem sofrer, criou mais oportunidades e começou a pontuar. Depois, tivemos questões no meio-campo. O Roni, o Gustavo e o Pedro Lima eram importantes e complementavam-se. Mesmo com lesões, fomos encontrando soluções defensivas, mas perdemos capacidade ofensiva. Foram seis ou sete jogos em que procurámos soluções para o meio-campo. Nessa fase, acreditava que iríamos ter capacidade para dar a volta. Houve pequenos detalhes, como empates que deveríamos ter vencido. Estaríamos na luta até ao fim. Não me arrependo de nada, independentemente do que venha a acontecer.”
Situação da equipa na Liga: "É má, mas também representa uma oportunidade de inverter um cenário que parecia catastrófico. Vamos procurar ultrapassar os 15 pontos e ainda temos jogos em casa frente a candidatos ao título. Temos também três jogos fora. Se olharmos para os últimos 15 jogos, estaríamos a cerca de três pontos da manutenção direta. Com estas adversidades, sentimos que o nosso trabalho foi bom e que a equipa cresceu.”
Vertente desportiva e financeira: “Há duas dimensões: a desportiva e a financeira, que passa também pela valorização de jogadores. Temos quatro ou cinco jogadores em bom plano que podem ser importantes para o clube, até numa perspetiva de venda e sustentabilidade financeira. Se conseguirmos isso, metade do trabalho está feito.”
Avaliação pessoal: “Não me afeta uma possível descida nestas circunstâncias, porque está à vista de todos o trabalho que este staff fez desde que chegou. Ninguém gosta de ficar ligado a uma descida, mas isto é uma luta constante. Foi interessante perceber a minha capacidade como líder, em colocar a equipa a competir nestas condições. Inverter é o mais difícil, mas o futebol são ciclos: o positivo e o negativo não duram para sempre. Estamos numa situação que ninguém queria, mas sabíamos os riscos. Se corresse bem, seria extraordinário; se não, ficaríamos todos ligados a uma descida. Sinto-me satisfeito com o meu trabalho e com o que fizemos até agora. Sem olhar apenas para a tabela, considero que o trabalho é bom. Conseguimos inverter uma situação que estava numa espiral negativa e transformá-la numa tendência ascendente.”
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