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A bela noite de Pelé na Luz

NA NOITE de 11 de Outubro de 1962, quem se deslocou ao Estádio da Luz pôde assistir a um autêntico recital por parte de Pelé, apontado como o melhor futebolista de sempre. Jogava-se a segunda mão da Taça Intercontinental, competição que opõe o vencedor da Taça dos Campeões Europeus (hoje, Liga dos Campeões) ao ganhador da Taça Libertadores (o principal troféu na América do Sul). O Benfica tinha perdido apenas por um golo (2-3), um mês antes, mas todas as esperanças “encarnadas” ruíram no exacto momento em que Pelé começou a jogar...

Antes da meia hora, já o mágico futebolista brasileiro tinha obtido dois golos e o público limitava-se a saborear, maravilhado, a arte do “menino de Bauru”. Eusébio também jogou nessa noite e até marcou, mas quando já o Santos havia festejado cinco golos! No final, os brasileiros venceram por 5-2 e Pelé, que já conquistara o seu primeiro Mundial (1958, na Suécia), deixou bem a imagem do que foi a sua carreira, numa rara oportunidade para os adeptos portugueses o verem ao vivo. Isto quando estava no auge da sua qualidade, pois celebraria, doze dias mais tarde, o seu 22.º aniversário.

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Público em delírio

Na edição a seguir ao encontro, na última página de Record, escreveu-se: “Pelé, sem dúvida o maior fenómeno do futebol contemporâneo, justificou no Estádio da Luz tudo o que se tem dito a seu respeito. E, claro, no final do prélio teve que pagar o seu tributo à popularidade. Grande parte do público que assistiu ao encontro, verdadeiramente extasiado com a exibição do portentoso jogador, invadiu o rectângulo e vitoriou largamente o atleta. Claro que a camisola voou em pedaços e, para regressar às cabinas, Pelé teve de ser protegido do entusiasmo extraordinário dos mais exaltados, não fosse sofrer qualquer contratempo.” Ou seja, foi uma das noites mais históricas e memoráveis no Estádio da Luz...

Vitória impressionante dos brasileiros

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O Benfica estreou-se na Taça Intercontinental logo na segunda edição, após a conquista da Taça dos Campeões Europeus de 1960/61, ante o Barcelona (3-2). No entanto, os encarnados perderam o troféu para os uruguaios do Peñarol: vitória na Luz (1-0) e derrotas em Montevideu (0-5 e 1-2, no jogo de desempate). Em 1961/62, o Benfica repetiu o triunfo na Taça dos Campeões, ao vencer o Real Madrid (5-3), voltando a ter o direito de disputar a Taça Intercontinental, agora com o Santos.

Na primeira mão, a 19 de Setembro de 1962, no Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro), o Santos venceu o Benfica (3-2), com golos de Pelé (31 e 85) e Coutinho (64), enquanto para os encarnados marcou Santana (58 e 87).

O segundo encontro, que marcou a presença do sensacional Pelé na Luz, ocorreu a 11 de Outubro de 1962, com o Santos a vencer outra vez, agora por 5-2. Jogaram:

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BENFICA – Costa Pereira; Jacinto e Fernando Cruz; Cavém, Raul e Humberto; José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões.

SANTOS – Gilmar; Olavo e Dalmo; Zito, Mauro e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Marcadores: Eusébio (85) e Santana (89); Pelé (15, 25 e 64), Coutinho (48) e Pepe (77).

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