A crónica do Benfica-Flamengo, 1-2: um duelo marcado pela dimensão física
Águias sofreram muito e só no fim encontraram forma de ter bola, atacar e serem perigosas
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Nesta fase da época em que os interesses de adeptos e treinadores não são coincidentes, o Benfica-Flamengo de ontem correspondeu a essa discrepância. O povo encarnado lastimará a derrota na primeira aparição da equipa em 2026/27, mas Marco Silva encontrará boas razões para se sentir tranquilo e feliz com o que viu dos seus jogadores e com a resposta dada nas várias fases pelas quais a luta passou. Ponto de ordem à mesa: o teste foi de exigência máxima, talvez até excessiva para o momento da preparação encarnada, face ao andamento revelado por uns e outros. Os primeiros passos de ontem foram assustadores, porque a tendência relevou o insuportável peso da dimensão física, que inclinou o jogo de forma clara para a metade do campo benfiquista. A formação de Leonardo Jardim mostrou um nível atlético muito superior; os seus jogadores chegaram sempre mais depressa e melhor aos lances, razão pela qual foi quase impossível avaliar o estado de assimilação das ideias que estão a ser implementadas por Marco Silva.