O triunfo de ontem em Braga, na “final” antecipada do campeonato, permitiu ao Benfica ficar a depender apenas dos jogos em casa para conquistar o 33.º título nacional da história. Com cinco jornadas pela frente, que correspondem ainda a 15 pontos, as águias precisam de garantir mais oito, de forma a fazer valer os sete de vantagem sobre o Sporting. Por isso, poderão festejar o título no jogo em casa diante do Olhanense, provisoriamente marcado para o dia 19 de abril, véspera de domingo de Páscoa. Para isso, é preciso vencer antes o Rio Ave e em Arouca.
Todas estas contas estão a ser feitas partindo do princípio que o Sporting mantém a série vitoriosa. Caso os leões escorreguem uma vez, seja com um empate ou uma derrota, o Benfica precisará apenas de duas vitórias para antecipar a festa do campeonato.
E a verdade é que o calendário até parece jogar a favor da equipa de Jorge Jesus. Além de ter mais jogos em casa (três) do que fora (dois), precisamente o inverso do que acontece com oSporting, vai defrontar quatro equipas que estão abaixo do 9.º lugar – a exceção é o FC Porto, rival da última ronda. Já os leões terminam a Liga diante de dois dos mais duros rivais do campeonato, atuais quarto e quinto classificados: Nacional (fora) e Estoril (casa).
Os três pontos de ontem foram obtidos graças ao quinto triunfo por 1-0 dos encarnados no campeonato. O Benfica deste ano está poupado nos golos, como se vê pelo magro registo de 48 apontados. Ao fim de 25 jogos, este é o pior ataque de um líder do campeonato desde a época 2005/06, quando o FC Porto somava uns pobres 38. A título de comparação, na época passada, o líder (que era o emblema da Luz) tinha mais 20 remates certeiros do que este ano, num total de 68, e acabou por ver o título fugir nas três últimas jornadas.