José Paixão é conhecido, desde há 16 anos, como "o homem da águia", o dono e tratador da "Glória", a majestosa ave que os benfiquistas já se habituaram a aplaudir. Mas no dia da inauguração do estádio, Paixão foi "impedido" de dar a habitual volta ao relvado. A sua "Glória" tinha sido substituída pela "Vitória", do espanhol Juan Barnabé. Sentiu-se traído, chorou e pensou em desistir.
Os amigos apoiaram-no e o clube acabou por reconhecer que não o podia afastar do universo encarnado. Ontem, Paixão, Juan Barnabé e Luís Seara Cardoso estiveram reunidos na SAD e chegaram a um consenso: a "Vitória" fica com os jogos internacionais e alguns do Campeonato (onde realiza apenas o voo picado), enquanto a "Glória" de Paixão encarrega-se dos restantes desafios e das visitas às Casas do Benfica.
"Senti uma dor enorme quando me disseram que não podia dar a volta ao relvado no dia da inauguração. Praticamente fui proibido de entrar. Chorei muito pelo que me fizeram, tenho andado nervoso. Pensei em desistir mas os meus amigos não deixaram", conta Paixão, desfazendo-se em agradecimentos "aos benfiquistas".
Entre esses amigos encontra-se o presidente da Casa de Samora Correia, a quem em parte se deve esta reunião com Seara Cardoso. "Falei com a Direcção e tinha outras casas a apoiar-me. Não foi preciso fazer uma mobilização, mas estava na disposição de o fazer. Foi lamentável o que aconteceu no dia da inauguração, deviam ter avisado antecipadamente que havia outra águia. Ele ficou tão triste que até pensou em desistir", explicou-nos José Carlos Labareda.
O importante agora é que o problema foi superado e as duas águias vão coexistir no clube. "A solução agrada-me. Voltei a ser feliz", diz Paixão.
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