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Águias sem representantes na Seleção

Águias sem representantes na Seleção
• Foto: PAULO CALADO

Na convocatória da Seleção Nacional ontem anunciada por Fernando Santos não consta nenhum jogador do Benfica. A última vez que os encarnados não tiveram qualquer futebolista convocado foi há um ano e cinco meses, para os encontros com Rússia (qualificação para o Mundial) e Croácia (preparação). Sílvio representava, então, o Deportivo por empréstimo do At. Madrid e Amorim estava cedido ao Sp. Braga. Nove convocatórias depois, as águias ficam na bancada.

José Augusto, bicampeão europeu que fez parte da Seleção que conseguiu o terceiro lugar no Mundial de Inglaterra, em 1966, entende a decisão de Santos. “Face ao panorama atual, acaba por ser normal”, sublinhou quem também integrou a comissão técnica que orientou a Seleção no Europeu de 1984.

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Explicando: dos jogadores do plantel que têm representado a equipa das quinas, apenas André Almeida está disponível. Ruben Amorim lesionou-se na segunda jornada do campeonato e enfrenta longo processo de recuperação – deverá estar de volta à competição em fevereiro do próximo ano, embora já corra no relvado. Eliseu, que figurou na primeira convocatória de Santos, fez uma fratura no quinto metatarso do pé esquerdo antes do jogo com o Rio Ave. Cinco a seis semanas é o período de recuperação previsto, pelo que estará apto em dezembro.

Sobra o camisola 34, que Paulo Bento levou ao Mundial do Brasil. No entanto, o técnico que assumiu o comando da Seleção em outubro foi ontem claro ao afirmar não ser “adepto de adaptações”, sem se referir concretamente a André Almeida. Santos marcava, assim, uma diferença para Jesus, que valoriza a versatilidade. Já o ex-selecionador da Grécia prefere ter elementos que façam determinada posição.

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Campeão mais português

A ausência de benfiquistas na convocatória da Seleção acontece numa altura em que nos campeões nacionais estão mais portugueses do que na época passada. O onze-tipo que atuou na Liga 2013/14 não incluía qualquer jogador nacional; em contrapartida, em 2014/15, Eliseu tem sido um dos indiscutíveis de JJ e Almeida tem sido agora chamado para o flanco esquerdo da defesa. Por outro lado, Pizzi e Bebé são trunfos que o técnico costuma lançar no decorrer dos desafios.

Focado nos interesses dos encarnados, Jesus já por diversas vezes deixou claro que não discrimina os jogadores pela nacionalidade. “O jogador não tem nacionalidade, não tem cor, a religião não importa e a idade não interessa”, afirmou, em janeiro deste ano.

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