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Em 2000, quando tinha 19 anos, Luisão já estava a caminho do único grande clube brasileiro que representou, o Cruzeiro, para imediatamente começar a jogar com frequência e a ganhar títulos. Nessa altura, Miguel Vítor tinha 11 anos, brincava ao futebol no Torreense, acompanhava o avô a arrancar batatas e, por vezes, ajudava uma vizinha a dar vacinas a porcos.
Luisão faria três épocas e mudar-se-ia para o Benfica, onde até hoje é uma espécie de patrão da defesa. Miguel Vítor, depois de dois golos num jogo de infantis contra os encarnados, transferia-se logo no virar do século para os escalões de formação da Luz, onde cumpriria todas as etapas até ser capitão dos juniores. Hoje, com 19 anos e apesar da acentuada diferença de idades, sendo uma espécie de caloiro ao lado de um consagrado que até é internacional brasileiro, é ele que assume com Luisão uma improvável discussão pela titularidade tendo em conta o jogo de quinta-feira, contra o Nápoles.
Quique Flores deverá decidir entre o aprendiz e o mestre. Sidnei, o outro “baby-face” da defesa, já vinha a ser uma espécie de primeira escolha, daí que a dúvida do momento seja essencialmente a mesma que se gerou antes do dérbi com o Sporting. Na altura suspeitava-se que Miguel Vítor fosse sacrificado para a entrada de Katsouranis, agora imagina-se o mesmo cenário mediante a disponibilidade de Luisão, ele que estava impedido de alinhar na Liga devido a dois jogos de castigo, decorrentes do sumaríssimo que lhe foi imposto.
Está visto que as indicações dadas por Quique Flores nos treinos podem não ter nenhum significado (veja-se o surpreendente onze lançado contra o Sporting), daí que a dupla de centrais encarregada de enfrentar Lavezzi e companhia possa ficar indefinida até um par de horas antes do jogo, quanto o treinador espanhol costuma comunicar a equipa aos seus atletas.
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