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Os 500 mil "fan tokens" do Benfica, emitidos pela Socios.com, já foram todos comprados, por um euro cada, em cerca de 24 horas após o lançamento, informou a plataforma cripto em comunicado.
Os "tokens" começaram a ser emitidos às 12 horas desta segunda-feira, tendo esgotado pouco depois da hora de almoço desta terça-feira.
Além da série de 500 mil "fan tokens" para comercialização, foi ainda oferecido a cada um dos sócios encarnados um destes criptoativos.
Contactada pelo Negócios, fonte oficial da Socios.com adianta que, para já, não está planeada uma nova emissão de "fan tokens" das águias.
O próximo passo será abrir a porta do mercado primário a estes criptoativos, possibilitando a sua cotação em outras plataformas que não a Socios.com, sendo que os prémios adquiridos com a compra destes "tokens" em mercado primário, como a viagem a um jogo da Super Taça, não passam para o mercado secundário.
A partir de agora, o valor de cada "fan token" poderá flutuar, podendo assim valorizar o desvalorizar face ao preço de emissão.
Por exemplo, atualmente o "fan token" do FC Porto emitido pela Binance em 2021 vale cerca de 1,85 euros, bastante abaixo do preço de emissão (8,753 euros).
Esta foi a melhor emissão da Socios.com este ano, segundo as declarações de fonte oficial da plataforma ao Negócios.
A emissão dos "fan tokens" das "águias" ocorreu cerca de um ano depois de Domingos Soares de Oliveira ter informado que o clube iria lançar logo nesse verão um "fan token". Entretanto, em meados de maio, o co-CEO da SAD dos encarnados avançou que "em breve" haveria "novidades sobre este assunto".
"Tivemos necessidade de aprovação pelo Banco de Portugal", explicou na altura Domingos Soares de Oliveira.
O co-CEO da SAD dos "encarnados" fazia referência ao facto de a Socios.com, parceira para a emissão do token benfiquista, ter realizado um processo de avaliação junto do Banco de Portugal sobre a necessidade de registo da plataforma no país.
Entretanto, o Negócios soube que o Banco de Portugal (BdP) notificou a Socios.com, informando que, para já, a plataforma não terá de deter registo em Portugal nesta fase da sua operação. A decisão deixou assim campo aberto ao clube para avançar.
Por Negócios