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O BENFICA venceu facilmente um V. Guimarães debilitado no centro da defesa e repleto de conflitos entre os comandos técnico e directivo (3-0). Enke voltou a beneficiar da imagem queimada do antecessor Bossio, num contraste profundo, quase de preto e branco. A segurança defensiva aumentou e Machairidis, Uribe, Poborsky e Sabry foram melhores que os adversários directos. João Pinto marcou o terceiro no campeonato.
ROJAS - De novo a lateral-direito, após a experiência de Paulo Madeira na derrota em Leiria. Foi complicado para ele, mas sobretudo para Machairidis e os centrais que tiveram de acorrer demasiado ao seu terreno de jurisdição.
PAULO MADEIRA - Desaproveitou o livre indirecto (52'), e viu frustradas todas as incursões ofensivas, mesmo com tarde santa na sua defesa por falta de oposição.
RONALDO - Mais certo e batalhador que o seu companheiro no centro da defesa, esteve sempre muito mais concentrado no controlo de Nandinho que do isolado Brandão.
BRUNO BASTO - Teve de entrar duro sobre Nandinho para limpar de vez a concorrência no seu flanco. Mostrou demasiada insegurança nos momentos e no modo como jogar mais adiantado. Não fez um cruzamento digno desse nome.
MACHAIRIDIS - Um jogo positivo, porque a oposição não foi mais persistente. Contudo, limitou-se a gerir espaço e tempo, sem riscos nem uma tentativa clara para ganhar superioridade constante face a Soderstrom e Paiva.
URIBE - Esteve uns furos abaixo do seu companheiro grego no meio-campo, e muito negligente na recolocação da bola no sector mais adiantado. Estranhamente, defendeu melhor que atacou.
JOÃO VIEIRA PINTO - O capitão do Benfica voltou a marcar, somando o terceiro golo no campeonato. Mas quem o visse actuar no jogo de ontem, estranharia tão escassa produção. O empenho individual conta na atitude da equipa, e João Pinto percebe-o como ninguém. Ontem foi o jogador de campo mais regular e criativo do Benfica.
POBORSKY - Espalhafatoso, mas útil e objectivo, como no lance do primeiro golo benfiquista (6') em que foi servido por Nuno Gomes, a quem havia de retribuir para o terceiro tento da partida.
SABRY - Discreto, quase apagado. Lento na maior parte do tempo. Mas fez dois passes a mais de 30 metros na segunda parte, isolando Nuno Gomes e Poborsky. Na segunda vez, deu mesmo golo de Nuno com assistência do checo.
NUNO GOMES - Um belíssimo golo, ao segundo poste, a bater a bola com técnica precisa num cruzamento de Poborsky (72'). Manteve luta serena com Fonseca, e a escassez de incómodo fazia prever uma actuação mais produtiva e exuberante.
JOÃO TOMÁS - Um ou dois lances na área vimaranense, nos 17 minutos em campo.
CHANO - Dois remates potentes, ao minuto 87.
ANDRADE - Oito minutos entre a defesa e o meio-campo.
MIGUEL COSTA NUNES