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O Benfica foi condenado pela UEFA, com pena suspensa durante um ano, pelo comportamento racista e discriminatório de alguns adeptos no jogo com o Real Madrid (0-1), disputado a 17 de fevereiro, a contar para a 1ª mão do playoff da Champions. O organismo que regula o futebol europeu determinou o encerramento parcial de 500 lugares nos setores 10 e 11 do Estádio da Luz, onde estavam os referidos adeptos, multando ainda a SAD liderada por Rui Costa em 40 mil euros.
O encerramento desses setores só acontecerá se, no período de um ano, se verificaram novos comportamentos idênticos, e será aplicado num jogo das provas da UEFA em que o Benfica seja visitado. Em termos práticos, os encarnados escapam a um castigo mais pesado. Isto porque a UEFA valorizou a forma célere como o clube atuou, identificando e suspendendo os Red Pass dos sócios que imitaram macacos, instaurando-lhes ainda processo disciplinar para eventual expulsão de sócio. Dessa forma, as consequências foram menos gravosas e a pena mais reduzida.
Esse encontro ficou marcado pela acusação de Vini Jr a Prestianni. Depois de ter marcado o único golo do desafio, o avançado brasileiro festejou junto à bandeirola de canto, irritando os adeptos. O argentino, tapando a boca com a camisola, proferiu insultos. O merengue dirigiu-se ao árbitro referindo que o benfiquista lhe chamou "mono" ("macaco"). O jogo esteve parado e as imagens mostraram alguns adeptos a imitaram macacos.
A UEFA começou por abrir um inquérito e, mais tarde, suspendeu Prestianni provisoriamente, afastando-o do jogo da segunda mão, de nada valendo o recurso das águias. Já o Benfica suspendeu cinco sócios e cancelou os respetivos red pass, após a instauração de processos disciplinares.
(Artigo atualizado)