Benfica-Real Madrid, 2-3: Benfica bate-se bem mas perde com Real Madrid

Bom e mau, foi sobretudo diferente do que tem sido habitual o Benfica que ontem perdeu por 3-2 com o Real Madrid num estádio da Luz cheio de público empolgado e esperançoso. Talvez a isso forçada pelo poderio do adversário, pela extraordinária capacidade de manutenção de bola e de encontrar espaços revelada pelo campeão europeu, a equipa de Jesualdo Ferreira mostrou-se sobretudo compacta e com um tempo interessante de chegada à frente. Esse foi o lado bom.

O mau veio depois, na segunda parte, quando Jesualdo pôs em campo a equipa que, devido aos impedimentos de Argel e Petit, defrontará o Marítimo na primeira jornada da Liga.

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Enquanto jogou com o onze de gala, o Benfica bateu-se sempre com o adversário, dando excelentes indicações para a época que aí vem.

Nuno Gomes traz mobilidade e inteligência ao ataque, como se viu na forma como serviu Zahovic para o 1-0. O esloveno parece ausente, mas surge no sítio certo: fez um golo e atirou uma bola ao poste. Simão, já se sabe, tem velocidade para ultrapassar qualquer adversário.

E Roger terá sido o maior responsável pela forma perigosa com que o Benfica contra-atacou, sobretudo graças às arrancadas e ao modo como levava a bola escondida dos adversários. A estas armas atacantes, o Benfica somou ainda um Drulovic inspirado, um Fehér que esteve bem na leitura de jogo e no posicionamento, mas pior na finalização e um Mantorras em crise de confiança, que vale muito mais do que se viu ontem.

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Tudo somado, isto serve para dizer que, ao contrário do que os zeros sucessivos na pré-época poderiam dar a entender, o Benfica não mostra grandes problemas atacantes. Talvez este modelo se exprima melhor em contra-ataque do que face a adversários amontoados à frente da baliza, mas Jesualdo tem no plantel soluções que lhe permitem mudá-lo.

É verdade que, ontem, Nuno Gomes fez apenas um remate, e disparatado, numa hora. Mas Fehér, que entrou na última meia hora, mostrou-se mais egoísta e atirou três vezes em metade do tempo. A abrir caminho.

Experiência mal sucedida

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Ao intervalo, Jesualdo trocou Petit por Ednilson e Argel por Ricardo Rocha. O objectivo era testar o onze para o jogo com o Marítimo, do qual Petit e Argel estão afastados. E os resultados não foram brilhantes: o Benfica consentiu o domínio do Real e só voltou a rematar aos 73’. Sem Petit (metade das faltas benfiquistas na primeira parte), o meio-campo perdeu claramente capacidade de imposição.

POSITIVO

Exibição de Roger, excelente nas arrancadas com bola controlada e escondida dos adversários; Boa entrada de Drulovic, que deu um golo a Fehér na primeira vez que tocou na bola; Sentido colectivo do futebol do Real Madrid, para quem os espaços no ataque surgem naturalmente; Regresso de Figo ao seu melhor.

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NEGATIVO

Quebra do Benfica, permitindo o domínio total do Real Madrid na primeira meia-hora da segunda parte; Forma como Moreira permitiu que Figo lhe fizesse um chapéu num livre directo à entrada da área; Crise de confiança de Mantorras, agravada com os primeiros assobios dos que outrora o idolatraram; Ausência total de Zidane, sempre perdido em escorregadelas e tropeções.

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