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Benfica tem ainda a receber cerca de 200 milhões de euros com as vendas de oito jogadores

Nuno Catarino e Rui Costa na tomada de posse
• Foto: Lusa

O Benfica anunciou as contas e revelou que, nesta altura, ainda tem a receber quase 200 milhões de euros de "outros devedores" e que este valor deve-se quase na totalidade a dívidas de clubes que ainda não acabaram de pagar jogadores oriundos do Benfica. 

"Os saldos das rubricas de clientes e outros devedores totalizam um montante de 198,2 milhões de euros, o que corresponde um crescimento de 20,6% face a 30 de junho de 2025, quando ascendiam a 164,4 milhões de euros. O aumento consistente desta rubrica é explicado pela capacidade da Benfica SAD em valorizar os seus ativos e alinear os direitos de atletas por valores significativos", começa por explicar o Relatório e Contas, sendo depois explicados quais os jogadores que ainda não foram pagos na totalidade à SAD encarnada: "No final deste semestre, os saldos das rubricas de clientes e outros devedores estão principalmente relacionados com os valores que se encontram por receber das transferências dos jogadores: Kökçü (Besiktas), Enzo Fernández (Chelsea), Florentino (Burnley), Marcos Leonardo (Al Hilal), Aktürkoglu (Fenerbahçe), Arthur Cabral (Botafogo), Morato (Nottingham Forest) e Rollheiser (Santos), em conformidade com o que está previsto nos respetivos contratos". 

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De referir que no capítulo dos Gastos com o Pessoal, há um decréscimo acentuado e o principal responsável... é Roger Schmidt. A explicação é dada no Relatório e Contas e prende-se, sobretudo, com o facto de, ao contrário do que se verificou no período homólogo, neste semestre não foi paga qualquer indemnização a um treinador.

"Os gastos com pessoal ascendem a 61,9 milhões de euros, apresentando uma diminuição de 9,3 milhões de euros (-13,1%) face ao período homólogo. Esta variação está essencialmente relacionada com a redução dos gastos com indemnizações, tendo em consideração que no 1.º semestre de 2024/25 verificou-se o impacto da rescisão do treinador Roger Schmidt. Adicionalmente, as remunerações fixas diminuíram 4,8% face ao período homólogo, em grande medida associadas a uma redução da massa salarial", fica explicado, mesmo que se refira que as remunerações variáveis subiram bastante: "Isto é principalmente justificado pelos prémios distribuídos com a conquista da Supertaça Cândido Oliveira e o acesso à fase de liga da UEFA Champions League". 

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Por Valter Marques
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