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Entrevistado em Douala, nos Camarões, o médio faz o balanço da primeira época em Portugal e assume que foi “vítima” da saída de Camacho; mesmo assim, não conta ser emprestado.
RECORD – Como foi a sua primeira época em Portugal?
BINYA – Boa, para uma temporada de estreia. Cheguei a um campeonato que não conhecia, um futebol com um ritmo mais elevado do que na Argélia, onde estive, mas creio que tudo acabou por correr dentro da normalidade, até porque encontrei uma equipa com bom ambiente, que me acolheu, que me deu a possibilidade de me exprimir e mostrar aquilo de que sou capaz – foi isso que facilitou. No final da temporada acumulei 24 jogos, que para mim é uma marca importante.
R – De qualquer forma, a adaptação a um novo país, em termos pessoais, não deve ter sido fácil...
B – Quando mudamos de clube existe sempre uma fase difícil. Deixamos uma equipa onde estávamos habituados a estar entre os líderes e vamos aprender, dar tudo, para voltar a definir o nosso espaço, para voltar a ter um lugar. Mas é preciso dizer que no Benfica adaptei-me muito bem, até à língua, que era um dos problemas.
R – Já fala português?
B – Já falo português, sim, e isso facilitou a minha tarefa no clube e a minha integração na vida normal num país como é Portugal. Um belo país.
R – Houve mudança de técnico no final da época. Influenciou-o?
B – Sempre que há uma mudança de treinador, a saída do antigo é difícil para alguns jogadores e o moral pode ficar afectado. Eu fui vítima da partida do treinador [Camacho, o que o integrou no plantel] mas o adjunto que acabou promovido [Chalana] foi um homem da casa que já me conhecia. Acabou por dar-me ainda mais força para enfrentar o futuro... Apesar de sermos novos numa determinada realidade é preciso enfrentar rapidamente o que nos surge. Nunca sabemos o que nos aguarda o futuro... tirei lições do que me aconteceu.
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