_
O Benfica venceu a Fiorentina esta madrugada por 2-1 e Bruno Lage gostou da qualidade dos encarnados "principalmenta na primeia parte". O jogo chegou empatado ao período de descontos, mas Caio Lucas, que tinha entrado na reta final da partida desbloqueou o empate e evitou que a partida fosse para penáltis. O Benfica acabou por vencer a segunda partida da International Champions Cup, por 2-1, beneficiando ainda do golo de Seferovic, que abriu o marcador, na primeira parte. Vlahovic foi o autor do 1-1, mas foi insuficiente para travar as águias.
Análise ao jogo
"O mais importante a realçar é a forma como jogámos principalmente na primeira parte, com muita qualidade. Fomos sempre uma equipa muito forte em termos ofensivos ao longo do jogo. A nível defensivo fomos fortes enquanto durámos. A primeira parte foi muito próxima do que podemos fazer, com uma pressão muita alta sobre o adversário. A forma como chegámos ao golo é exemplo disso. Depois, de realçar também as inúmeras oportunidades criadas na primeira parte e ao longo dos 90 minutos. Isso é algo que nos deixa satisfeitos. Estamos no bom caminho, apesar das vitórias. O mais importante é o crescimento enquanto equipa. Agora vamos ver o jogo e falar com os jogadores sobre um ou outro detalhe que temos de melhorar. A nossa intenção também é proporcionar tempo de jogo a toda a gente. Jogaram 16 jogadores e, por isso, amanhã [hoje] faremos novo jogo-treino porque queremos ter toda a gente preparada e com minutos".
Parceria de De Tomas com Seferovic
"A teoria vale o que vale. Dizer que o Raul e o Seferovic podem jogar juntos ou o contrário, quando ainda não se treinaram e não se conheceram, é prematuro. Eu também não sei qual é a resposta. Vi boas combinações; vi o Raul dar um golo ao Seferovic, vi o Seferovic fazer uma assistência fantástica para o Raul e nesse lance há uma defesa brilhante do guarda-redes adversário. Vamos fazer crescer esses dois jogadores para que consigam evoluir, tal como o Jota e o Vinícius".
O crescimento da equipa de jogo para jogo
"Tem de haver sempre esse crescimento. Depois de um período de férias, há um período de treino e comportamentos que temos de voltar a treinar. É só olhar para o nosso posicionamento num lançamento lateral a acabar a primeira parte. O Gabriel e o Tino [Florentino] num corredor a tentar jogar e quando perdem a bola não há ninguém a proteger a linha defensiva. Acabámos todos dentro da baliza a defender esse lance. São detalhes que temos de corrigir, tendo sempre a visão e o ideal daquilo que fizemos o ano passado, tanto em termos individuais como coletivos. Queremos chegar ao ideal que fizemos o ano passado, mas há várias coisas que não fazíamos e agora temos de fazer. É com tempo, com treino e, fundamentalmente, entrega e motivação de toda a gente. Dei os parabéns aos jogadores por termos um espírito saudável no nosso grupo e eles são os responsáveis".
O onze inicial é o que mais se aproxima daquele que poderá iniciar a época
"Se olharmos de forma transversal para aquilo que foi o onze do ano passado, o onze da primeira jornada foi completamente diferente daquele que jogou contra o Santa Clara. Isto é um longo caminho, temos várias competições. O que digo sempre é: todos os dias os jogadores me vão dando respostas, quer em termos individuais quer em termos de ligações com os companheiros. Isso também é muito importante. É preciso criar uma harmonia em termos coletivos para que os jogadores em termos pessoais se sintam confortáveis. Já tivemos oportunidade de fazer um jogo, amanhã [hoje] vamos dar mais minutos a quem não jogou e depois tomamos as nossas decisões para o AC Milan. As respostas e o rendimento dos jogadores vão-se ajustando no treino e no jogo. Assim vamos construindo a nossa equipa. Vivemos de rendimento e por isso é que quero um plantel competitivo".
Problema com a transição defensiva
"Não houve. Em relação ao quarteto defensivo, a ligação entre os quatro jogadores talvez seja a ligação mais difícil de criar. Têm de se deslocar à mesma velocidade: a subir e a descer. E têm de saber quando parar. Foi isso que não gostei, particularmente no primeiro golo. Descemos muito, entrámos dentro da área e oferecemos uma oportunidade de remate ao adversário. Na segunda parte corrigimos esse aspeto. Não é tanto a transição defensiva. Acho que foi muita boa, embora num ou noutro momento não tivéssemos estado no sítio certo. Foi a forma como nos reorganizarmos, o facto da nossa linha defensiva não saber parar no momento certo, que permitiu ao adversário empurrar-nos até à baliza".
Apoio dos adeptos
"Foi fantástico. Sente-se o que é a grandeza do Benfica em termos internacionais. A forma como viveram a conquista do título e nos apoiam aqui tem sido fantástica. A vitória e a prestação dos nossos atletas é para eles".
Objetivo de ganhar o torneio.
"Vou confessar aquele que é o último momento antes de entrarmos em campo, as palavras do nosso capitão. Hoje [ontem] foi o Pizzi e ele disse à equipa fazer aquilo que o mister tinha pedido. Depois, disse que a grandeza do Benfica não nos leva a pensar noutra coisa que não a vitória. O mais importante para os treinadores que cá estão é fazer evoluir a sua equipa, mas é como o Pizzi disse: a grandeza do Benfica não permite pensar noutra coisa e essa é um pouco a nossa forma de jogar. Queremos sempre procurar o golo para dignificar aquilo que é a camisola do Benfica".
Caio Lucas
"O Caio tem de fazer uma adaptação ao futebol europeu. Jogava numa grande equipa dos Emirados, mas jogava de forma diferente. Ser uma ala do nosso sistema implica muito trabalho e evolução. Tenho sentido da parte dele uma enorme vontade em evoluir. É olhar um pouco para o crescimento do Rafa enquanto ala de 4x3x3 para 4x4x2. O Caio tem de fazer isso: tem de evoluir no posicionamento defensivo e ofensivo. Com quatro semanas de trabalho temos sentido uma vontade enorme dele de aprender e integrar-se nos comportamentos da equipa".
Por Alexandre Moita