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Fernando Tavares pede esclarecimento sobre venda das ações do 'Rei dos Frangos'

Fernando Tavares questiona Rui Costa sobre resposta final

Toda a participação de José António dos Santos, maior acionista individual da Benfica SAD, foi vendida no final de maio. Através de um "grande negócio" tanto para o próprio como para o clube, garante o 'Rei dos Frangos', as ações que detinha (16,38%) foram compradas pelo fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners. Mas Fernando Tavares pede esclarecimentos quanto à operação, considerando "essencial que seja disponibilizada aos sócios a ata, ou atas, das reuniões da direção em que tenha sido discutido o posicionamento estratégico do clube" relativamente a esta venda. 

Para o antigo vice-presidente, esta movimentação tem um "impacto direto na estrutura acionista e, consequentemente, no equilíbrio de poder no seio da sociedade". Por isso, Fernando Tavares enviou uma carta a José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral. "Solicita-se que seja prestada informação clara sobre se o Benfica tem conhecimento de qualquer relação direta ou indireta entre o referido adquirente e outros acionistas relevantes, designadamente a Lenore Sports Partners, que possa consubstanciar a formação de um bloco de voto ou de influência, suscetível de colidir com as disposições estatutárias aplicáveis", sensibiliza o ex-dirigente, referindo-se em específico ao disposto no artigo 6.º, n.º 2 dos estatutos do clube da Luz, "que impede a existência de acordos, de natureza parassocial ou outra, que limitem a capacidade do Benfica de manter o controlo societário e exercer a liderança da gestão das sociedades desportivas". 

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Eis os pontos enumerados na carta de Fernando Tavares:

"1. Quais as razões que determinaram a ausência de iniciativa por parte do Sport Lisboa e Benfica no sentido de adquirir a referida participação, estimada em cerca de €45 milhões, quando tal permitiria elevar a posição do Clube para aproximadamente 80% do capital social da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, reforçando de forma inequívoca o seu controlo estratégico;

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2. De que forma se compatibiliza essa decisão com a aprovação, em 1 de outubro de 2025, de um programa de recompra de ações próprias até ao limite de 10% do capital, o qual implicava já um compromisso financeiro estimado entre €15 milhões e €18 milhões, e por que motivo esse programa não foi ajustado ou expandido, total ou parcialmente, de forma a permitir a aquisição do referido bloco acionista estratégico, concentrando o esforço financeiro numa operação com impacto estrutural no controlo da sociedade;

3. Se foi devidamente ponderada, em termos económicos e estratégicos, a possibilidade de direcionar o esforço financeiro associado ao programa de recompra, já aprovado, para a aquisição de um bloco acionista estruturante, em detrimento de aquisições dispersas em mercado, maximizando assim o impacto desse investimento ao nível do reforço do controlo e da estabilidade acionista da sociedade;

4. Se, atendendo à atual situação económico-financeira, designadamente ao resultado líquido positivo de €34 milhões apresentado pela Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD no exercício de 2024/2025, aprovado em Assembleia Geral, bem como à referência expressa da gestão à existência de eventuais excessos de liquidez, não existiam condições para, de forma prudente e responsável, suportar um investimento desta natureza, com impacto direto no reforço do controlo, estabilidade acionista e alinhamento estratégico de longo prazo da sociedade."

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Por Rita Pedroso
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