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Fernando Tavares: «Se o Benfica entender que a credibilidade da FPF está comprometida, deve assumi-lo e defender a demissão de Proença»

Fernando Tavares participa num projeto olímpico
• Foto: Pedro Ferreira

Fernando Tavares veio a público comentar o como Diretor Técnico Nacional de Arbitragem, que entretanto já foi remetido para o Ministério Público. O antigo vice-presidente do Benfica, numa publicação no LinkedIn, recordou que os encarnados foram um dos clubes que apoiou a candidatura de Pedro Proença à presidência da Federação Portuguesa de Futebol. Nesse sentido, o antigo dirigente defendeu que, se a direção das águias entender que esta situação afeta a credibilidade do organismo, "deve assumi-lo e defender a demissão de Proença".

Leia a publicação de Fernando Tavares na íntegra:

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"FPF comunica que saída de Duarte Gomes já está no Ministério Público.

O caso agora tornado público reforça uma questão que muitos benfiquistas colocam desde a eleição de Pedro Proença: afinal, o que justificou o apoio do Benfica a uma candidatura que prometia uma nova era de transparência, independência e credibilização das instituições do futebol português?

Importa também confrontar esse apoio com as posições institucionais mais recentes do Benfica, que têm sido marcadas por um discurso exigente em matéria de transparência, integridade e defesa da verdade desportiva. Os pressupostos que levaram o clube a apoiar Pedro Proença mantêm-se? Ou os acontecimentos entretanto conhecidos, culminando com a demissão do ex-Diretor Técnico de Arbitragem e a participação dos factos ao Ministério Público, alteraram as condições políticas e institucionais que justificaram esse apoio? Os sócios e adeptos têm o direito de conhecer essa avaliação.

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Entretanto, o Benfica comunicou que solicitou uma reunião com a Federação Portuguesa de Futebol. No entanto, importa recordar que as reuniões institucionais, quando são efetivamente instrumentos de trabalho, não se anunciam publicamente antes de acontecerem. Se o objetivo era apenas reunir, bastaria fazê-lo. Ao optar por comunicar previamente essa iniciativa, o Benfica transmite uma mensagem política que inevitavelmente suscita a questão essencial: afinal, o que pretende alcançar?

As razões invocadas para a demissão do ex-Diretor Técnico de Arbitragem, a gravidade das alegações e a decisão da própria Federação Portuguesa de Futebol de remeter os factos para o Ministério Público levantam dúvidas profundas sobre o cumprimento dos princípios que estiveram na base desse projeto.

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Perante este contexto, uma simples reunião dificilmente responde às exigências de transparência e responsabilização que o próprio Benfica tem defendido. O Benfica foi um dos clubes que mais legitimou politicamente a eleição de Pedro Proença e, precisamente por isso, tem também legitimidade para retirar esse apoio caso considere que os pressupostos que o justificaram deixaram de existir. Se entende que a credibilidade da Federação está comprometida, deve assumi-lo de forma clara e defender publicamente a demissão de Pedro Proença, em vez de se limitar ao anúncio de reuniões cujo conteúdo e resultados permanecem desconhecidos.

Importa assumir uma posição política e institucional coerente com os valores que o clube tem afirmado defender. Este episódio representa um teste à coerência de todos os que apoiaram a atual liderança da Federação. Se a promessa era uma Federação mais transparente, mais independente e mais credível, os acontecimentos conhecidos exigem mais do que reuniões anunciadas: exigem uma tomada de posição clara sobre a continuidade de quem lidera a instituição."

Por Record
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