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O caso Prestianni-Vinícius Júnior voltou a colocar o racismo no futebol na ordem do dia e Gianni Infantino não fugiu. Numa entrevista ao 'As', a propósito da edição número 20.000 do jornal espanhol, o presidente da FIFA garante que tudo está a ser para erradicar esse fenómeno da modalidade. Apontou o dedo ainda aos jogadores que tentam esconder o que dizem em campo, numa clara alusão ao tão falado gesto do jogador do Benfica no jogo com o Real Madrid, dizendo que "se tapam a boca, é porque algo de errado estão a dizer".
"Não há lugar para o racismo. Temos de lutar contra ele com todas as nossas forças. Estamos em 2026 e é inaceitável discriminar alguém por causa da sua origem. Por vezes, as pessoas dizem-me que o racismo é um problema da sociedade. Sim, mas nós, no futebol, temos de o resolver dentro do futebol, e a sociedade resolvê-lo-á como bem entender. Mas o racismo não tem lugar no futebol e não há desculpa para o aceitar. Tolerância zero. Não vale tapar a boca, porque estás a dizer algo errado. Se um jogador tapa a boca e diz algo que tem implicações racistas, deve obviamente ser expulso. Claro que, num caso disciplinar, a situação precisa de ser analisada, precisa de haver provas, mas não nos podemos conformar com isso daqui para a frente", afirma Infantino.
No entanto, o líder do organismo que rege o futebol mundial também considera que estes fenómenos não se combatem apenas com castigos. O dirigente suíço defende que deve ser dado o direito, a quem cometa estes atos, de se poder redimir.
"Talvez devêssemos pensar não só em sanções, mas também em em mudar a nossa cultura, permitindo que os jogadores ou qualquer pessoa que faça algo de errado possa pedir desculpa. Podemos fazer coisas que não pretendíamos fazer num momento de raiva e pedir desculpa, e depois o castigo pode ser diferente. Estas são ações que também podemos e devemos tomar para sermos sérios na nossa luta contra o racismo", sublinha.
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